Reforma ortográfica visa a difundir o idioma
DEH OLIVEIRA
colaboração para a Folha Online
Uma das principais justificativas para o acordo ortográfico, firmado entre os oito países de língua portuguesa em 1990 e prestes a entrar em vigor, é que o fim de várias grafias proporcionará maior visibilidade ao idioma --o sétimo mais falado no planeta. Isso contribuiria para sua afirmação no cenário internacional, principalmente em entidades como a ONU (Organização das Nações Unidas).
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"Para mim tem importância política, facilita a difusão e o ensino do português no mundo. No sistema de certificação internacional não é aceita a ortografia do Brasil. Nos documentos internacionais se faz uma versão com a ortografia de Portugal e do Brasil", explica o professor de lingüística da USP (Universidade de São Paulo) José Luiz Fiorin, integrante da Colip (Comissão para Definição da Política de Ensino-Aprendizagem, Pesquisa e Promoção da Língua Portuguesa). Ligado ao Ministério da Educação, o Colip tem a função de formular e coordenar as políticas para a língua portuguesa no Brasil e no mundo.
Ao todo, são cerca de 230 milhões de falantes --a maioria no Brasil, que tem 185 milhões de habitantes. Apesar de ser língua oficial em oito países, na prática há somente duas variantes de ortografia: brasileira e portuguesa. Os demais países adotam o modelo de Portugal.
As mudanças atingem em menor escala a grafia utilizada no Brasil: aproximadamente 0,5% das palavras, enquanto em Portugal chegam a 1,6%.
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