Ministério Público investiga eventuais prejuízos em manifestações de professores
da Folha Online
A promotora Stela Tinone Kuba, da Promotoria da Habitação e Urbanismo do Ministério Público do Estado de São Paulo, instaurou na sexta-feira (27) inquérito para averiguar se as passeatas realizadas pelos professores estaduais em greve prejudicaram a circulação na cidade de São Paulo e se atenderam às normas previstas para realização de atos desse tipo.
Segundo o Ministério Público Estadual, a promotora foi provocada pela Polícia Militar. Inicialmente, o inquérito terá 30 dias para ser concluído, com possibilidade de prorrogação de prazo por igual período.
O inquérito irá avaliar os atos realizados no dia 13, 20 e 27 de junho, que provocaram lentidão em vias da região central.
O último deles, realizado na última sexta-feira (27), seguiu da avenida Paulista até a praça da República, no centro. Os professores chegaram a ocupar as duas pistas da avenida, prejudicando o trânsito. A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrou 2,5 km de lentidão na via. A Paulista tem cerca de 2,7 km.
Segundo a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), 60 mil pessoas participaram da manifestação. A PM (Polícia Militar) afirma que o número de manifestantes era bem menor: aproximadamente 8.000.
Outro lado
A presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, pediu "bom senso" ao Ministério Público. "Vamos tentar demonstrar que a liberdade de expressão e manifestação é um direito constitucional", afirmou a docente.
Segundo ela, todas as precauções foram tomadas para realização dos atos e não foram registrados confrontos com a Polícia Militar durante a realização das passeatas.
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SERIA INTERESSANTE QUE O SENHOR GOVERNADOR E A SENHORA SEVRETÁRIA DE EDUCAÇÃO OS LESSEM , UM A UM!!!
SE NÃO, ESTAMOS NUM MURO DE LAMENTAÇÕES , DANDO COMBUSTÍVEL PARA ESTE JORNAL QUE ENTRE OUTRAS COISAS CONTRIBUI PARA A DIVULGAÇÃO DE UMA IMAGEM NEGATIVA DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO PÚBLICA PELA PROMOÇÃO DE UMA VISÃO ABURGUESADA E NEOLIBERAL.
É MAIS FÁCIL CORTAR O SALÁRIO DE QUEM CONTESTA UMA POLÍTICA EDUCACIONAL INCOERENTE ATÉ MESMO COM SUAS METAS , DO QUE REVER-SE POLITICAMENTE E ABRIR MÃO DE UM AUTORITARISMO DESCABIDO EM PLENO SÉCULO XXI.
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