Governo de São Paulo loteia diretorias de ensino
da Folha Online
Ao menos cerca de 44% do total de cargos das diretorias de ensino mantidos pelo governo do Estado de São Paulo são ocupados por indicações feitas por políticos. Eles perfazem um total de 40, de 91 vagas da função de dirigente, segundo reportagem publicada na edição desta quinta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
O texto produzido pelos jornalistas Fábio Takahashi, José Ernesto Credêncio e Juliana Coissi, informa que as diretorias regionais de ensino são órgãos de natureza técnica. Eles são responsáveis pela implementação dos programas educacionais nos municípios do Estado.
O dirigente só pode ocupar o posto se tiver lecionado há dez anos na rede de ensino ou estar há oito anos no sistema, sendo dois anos em cargos de chefia. O menor valor pago ao dirigente é de R$ 4.440 (incluído gratificações).
O loteamento político não é novo e perdurou até o governo Mario Covas (1995-2001). Covas implementou um sistema de provas e entrevistas para a escolha dos nomes. Entretanto o exemplo não foi seguido por todos os o que o sucederam, de Geraldo Alckmin (PSDB), passando por Cláudio Lembo (DEM) e agora, na gestão José Serra (PSDB).
Uma das críticas da prática de loteamento político em cargos de diretoria de ensino é a secretária da Educação no governo Mario Covas (PSDB), Rose Neubauer.
Outro lado
O governo Serra admite que aceita indicações de políticos. Entretanto, afirma que só nomeia o dirigente depois de rigorosa análise técnica.
Enquanto parte dos políticos nega ter feito indicação, outros relatam como foram feitas as tratativas para indicar o ocupante do cargo.
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