Vice argentino diz que educação é fundamental para a América Latina
da Efe, em Miami
O vice-presidente da Argentina, Julio Cobos, afirmou durante a 12ª Conferência das Américas que a educação é a coluna vertebral para desenvolver políticas sociais e econômicas de progresso na região.
A 12ª Conferência das Américas, organizada pelo jornal "The Miami Herald", terminou nesta sexta-feira e à qual assistiram empresários e líderes políticos da América Latina, do Caribe e dos Estados Unidos.
Cobos fez um apelo aos governos de todos os países da América Latina para que façam verdadeiros esforços que tornem a educação um "direito realizável".
Em sua opinião, a educação é um tema medular para a prosperidade dos povos e o nível educativo e a tecnologia uma "ferramenta para que o trabalhador esteja preparado".
Nesse contexto, ressaltou que, infelizmente, a educação básica ainda "não chega com igualdade de oportunidades a muitos países".
Ele destacou que a Argentina aprovou uma lei de financiamento da educação que permitirá destinar 6% de seu PIB (Produto Interno Bruto) a este setor até 2010.
Em matéria de governabilidade, reconheceu que não foi fácil para a Argentina "consolidar" este fator no político e econômico, mas que hoje o país "conta com as condições para gerar consenso e acordos a longo prazo".
Crise nos EUA
Quanto à atual crise financeira vivida pelos Estados Unidos e as turbulência dos mercados financeiros, ressaltou que "afetará todos" os países e que a "solução dos problemas globais deve vir do multilateralismo".
Cobos disse que a "estabilidade cambial e as reservas no Banco Central" permitem à Argentina "não depender só dos Estados Unidos" na hora de medir o impacto de uma crise financeira desta dimensão.
Além disso, se referiu ao processo de descentralização que vive a Argentina e que permitiu não só uma nova distribuição de recursos, mas uma "transferência às províncias e os municípios de responsabilidades".
Em matéria de integração regional, Cobos quis deixar claro que a Argentina "tem que aproveitar o contexto regional e a boa relação que tem com os países irmãos".
A Argentina está pronta para "começar a encarar um processo sério de integração", destacou, e afirmou que, na América do Sul, deve-se "trabalhar com base na multilateralidade", como no Mercosul, "que foi se fortalecendo" paulatinamente, expressou.
Cobos explicou a importância de que o país consiga financiamento para as grandes obras pendentes, como o transporte e "serviço ferroviário, que gere competitividade com o transporte terrestre".
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