Educação
10/06/2001 - 16h20

Estudantes que se atrasaram para o provão chamam a polícia

RAFAEL GARCIA
da Folha Online

Um grupo de estudantes que não conseguiu chegar a tempo para o Exame Nacional de Cursos, o provão, chamou a polícia nesta tarde, alegando ter sido prejudicado por uma mudança de endereço.

Os 11 alunos atrasados, estudantes de pedagogia e jornalismo, alegam ter chegado em a tempo para a prova na Escola Técnica Estadual Prof. Camargo Aranha, na Moóca. Eles dizem não ter conseguido entrar porque os organizadores do exame mudaram o local de entrada da escola.

O cartão de informação recebido pelos estudantes indicava que a entrada seria pela rua Marcial, mas o único portão aberto era na rua Bresser, do outro lado do quarteirão, a cerca de 100 metros.

A estudante de jornalismo Natália Viana Rodrigues conta que chegou às 12h58, apenas dois minutos antes do fechamento dos portões, mas não teve tempo de chegar até o portão correto. "Se eles mudaram o portão, tinham que ser mais flexíveis", diz.

O portão na rua Marcial possuía um aviso escrito em folha sulfite, indicando onde era o portão da rua Bresser, mas alguns alunos alegam não tê-lo visto a tempo.

Após se darem conta de que não poderiam entrar, alguns estudantes começaram a golpear o portão de aço, e quando viram que não seriam atendidos, chamaram a polícia. Uma unidade móvel da PM levou todos para registro de um boletim de ocorrência no 8º Distrito Policial de São Paulo.

A polícia afirma que o documento servirá apenas para registrar o fato, e não configura crime.

Natália, aluna da PUC-SP, diz que teria assinado a prova e entregado a folha de questões em branco, porque queria boicotar o exame. Sem ter entrado no local, entretanto, ela e os outros estudantes atrasados não poderão retirar o diploma neste ano.

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