Curso a distância para docente cresce 270% em 5 anos
da Folha Online
Em cinco anos houve um aumento de 270% na procura por cursos não-presenciais --os chamados a distância-- para formação de professores, segundo revela reportagem publicada na edição desta terça-feira na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Segundo texto assinado pelo jornalista Fábio Takahashi, no mesmo período, o aumento de matrículas em cursos presenciais foi de 17%.
Os dados foram tabulados com base no Censo da Educação Superior por Jaime Giolo, ex-diretor do Inep (instituto de estudos do MEC) e docente da Universidade de Passo Fundo (RS) --2006 é o último ano com informações disponíveis.
O Ministério da Educação avalia que existe um déficit de 246 mil docentes no país.
O texto mostra ainda que a formação a distância para professores da educação básica divide pesquisadores.
Para alguns, como o coordenador da pós-graduação em educação da USP, Romualdo Portela, "É uma resposta precária à necessidade de formação de professores".
Outros, como a ex-secretária estadual de Educação de São Paulo e diretora-presidente do Instituto Protagonistes, Rose Neubauer, discordam. "Ou continuamos com falta de professores ou utilizamos a tecnologia para aumentar o número", afirma.
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