Crise pode levar Universidade Harvard a cortar bolsas
da Efe, em Washington
A Universidade Harvard, a mais rica dos Estados Unidos, começou a sentir as conseqüências da crise econômica que ameaça obrigar a instituição a reduzir as bolsas que ajudam a manter os melhores estudantes do país.
A diretora da instituição, Drew Faust, enviou um e-mail ao corpo acadêmico e aos estudantes informando que está buscando reduzir as despesas.
"Devemos reconhecer que Harvard não é invulnerável ao abalo financeiro que está afetando o mundo", reconhece Faust em sua carta, publicada pelo "Boston Globe".
| Adalberto L. Filho/15.jun.2005/Folha Imagem |
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| Fachada da biblioteca da Universidade Harvard, em Cambridge, Estados Unidos |
Ela não especifica que cortes pretende fazer e por enquanto evita ser entrevistada, mas o jornal informa que a instituição pode congelar os salários e os programas acadêmicos como forma de enfrentar a turbulência financeira.
Faust adverte que, embora a situação ainda seja boa, a universidade não pode dar como certas as generosas contribuições de doadores e fundações que nutrem a instituição.
"Precisamos estar preparados para enfrentar perdas nos fundos para bolsas de estudos", disse Faust, citando o futuro próximo como um período de "maior rigor financeiro".
Como exemplo, o diário citou o caso da Faculdade de Artes e Ciências, a maior de Harvard, que enfrenta uma perda de cerca de US$ 4,5 bilhões (R$ 10 bilhões, aproximadamente) de seu fundo de ajuda, o que significaria uma redução líquida de US$ 225 milhões (R$ 500 milhões, aproximadamente) em seu orçamento geral.
O fundo de ajuda econômica, que financia as bolsas de estudos dadas pela prestigiada universidade, contava antes da crise com US$ 36,9 bilhões (R$ 82 bilhões, aproximadamente).
Ainda não se conhecem as reais perdas da instituição nos últimos meses, mas segundo uma projeção elaborada pela agência de classificação de risco Moody's, poderia chegar 30% no presente ano fiscal, que vai de outubro de 2008 a setembro de 2009.
Para conter a despesa, outra das medidas que Harvard poderia tomar, segundo o diário, é a paralisação dos planos de expansão de campi anunciados no ano passado.
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