Crise mundial ainda não interfere na oferta de bolsas de estudo no Brasil
MARINA NOVAES
da Folha Online
A crise econômica mundial que já ameaça reduzir o número de bolsas ofertadas pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, parece ainda não influenciar a oferta de bolsas de estudos nas principais universidades particulares do Brasil.
Nesta terça-feira (11), o ministro Fernando Haddad (Educação) voltou a negar que a crise financeira mundial afetará os investimentos do governo federal em educação. "Temos um plano plurianual que prevê investimentos em educação até 2011 e isso não mudará", afirmou Haddad, em Brasília.
| Adalberto L. Filho/15.jun.2005/Folha Imagem |
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| Crise financeira ameaça reduzir oferta de bolsas de estudo na Universidade Harvard |
Representantes de algumas das maiores universidades particulares do país engrossam o coro de que, caso a crise atinja o Brasil, o corte nas bolsas de estudos deve ser o último recurso.
"Até agora não sentimos nenhum impacto da crise no Brasil e as bolsas para 2009 já foram renovadas. Porém, se houver reflexos da crise no próximo ano, o colegiado deverá buscar outras alternativas que não impliquem na diminuição do número de bolsas", afirmou a professora Célia Forguieri, assessora da vice-reitoria comunitária da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), responsável pelo gerenciamento das bolsas na entidade.
De acordo com Célia, ainda é cedo para medir os impactos da crise na educação brasileira. "Pode ser que crise faça com que diminua o número de alunos pagantes na universidade, mas ainda é cedo para avaliar se isso realmente ocorrerá", disse Célia. "A única coisa que pode causar a diminuição do número de bolsas ofertadas pela PUC são as notas obtidas pelos bolsistas", disse.
Já a Universidade Mackenzie, por meio de sua assessoria, também afirmou que não haverá cortes no número de bolsas de graduação disponibilizadas pela entidade, e informou que a procura pelos cursos de graduação não sofreu alterações devido à ameaça de recessão mundial.
Entretanto, a universidade já se prepara para uma possível diminuição no número de alunos que cursam pós-graduação. Isso porque, apesar de não haver uma estimativa oficial, muitos pós-graduandos cursam universidades particulares com o auxílio das empresas onde trabalham. Com a crise, é possível que algumas empresas diminuam este benefício dos funcionários.


