Educação
12/11/2008 - 16h03

Crise mundial ainda não interfere na oferta de bolsas de estudo no Brasil

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MARINA NOVAES
da Folha Online

A crise econômica mundial que já ameaça reduzir o número de bolsas ofertadas pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, parece ainda não influenciar a oferta de bolsas de estudos nas principais universidades particulares do Brasil.

Nesta terça-feira (11), o ministro Fernando Haddad (Educação) voltou a negar que a crise financeira mundial afetará os investimentos do governo federal em educação. "Temos um plano plurianual que prevê investimentos em educação até 2011 e isso não mudará", afirmou Haddad, em Brasília.

Adalberto L. Filho/15.jun.2005/Folha Imagem
Crise financeira ameaça reduzir oferta de bolsas de estudo na Universidade Harvard
Crise financeira ameaça reduzir oferta de bolsas de estudo na Universidade Harvard

Representantes de algumas das maiores universidades particulares do país engrossam o coro de que, caso a crise atinja o Brasil, o corte nas bolsas de estudos deve ser o último recurso.

"Até agora não sentimos nenhum impacto da crise no Brasil e as bolsas para 2009 já foram renovadas. Porém, se houver reflexos da crise no próximo ano, o colegiado deverá buscar outras alternativas que não impliquem na diminuição do número de bolsas", afirmou a professora Célia Forguieri, assessora da vice-reitoria comunitária da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), responsável pelo gerenciamento das bolsas na entidade.

De acordo com Célia, ainda é cedo para medir os impactos da crise na educação brasileira. "Pode ser que crise faça com que diminua o número de alunos pagantes na universidade, mas ainda é cedo para avaliar se isso realmente ocorrerá", disse Célia. "A única coisa que pode causar a diminuição do número de bolsas ofertadas pela PUC são as notas obtidas pelos bolsistas", disse.

Já a Universidade Mackenzie, por meio de sua assessoria, também afirmou que não haverá cortes no número de bolsas de graduação disponibilizadas pela entidade, e informou que a procura pelos cursos de graduação não sofreu alterações devido à ameaça de recessão mundial.

Entretanto, a universidade já se prepara para uma possível diminuição no número de alunos que cursam pós-graduação. Isso porque, apesar de não haver uma estimativa oficial, muitos pós-graduandos cursam universidades particulares com o auxílio das empresas onde trabalham. Com a crise, é possível que algumas empresas diminuam este benefício dos funcionários.

 

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