Educação
13/11/2008 - 20h51

Governo de SP vai gastar R$ 180 mil para reformar escola depredada em tumulto

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da Folha Online

Uma equipe técnica da Secretaria de Estado da Educação vai gastar R$ 180 mil para reformar a escola estadual Amadeu Amaral, que foi depredada nesta quarta-feira (12) por seus próprios alunos. Uma reunião com pais e representantes da escola definiu que ao menos seis dos participantes do quebra-quebra serão transferidos.

De acordo com a assessoria da secretaria, mais alunos participaram do tumulto, que precisou da intervenção da Polícia Militar para ser controlado. No entanto, os pais desses estudantes ainda serão convocados para reuniões, onde serão definidos o destino desses alunos.

As aulas na escola, que fica no Belenzinho (zona leste de São Paulo), serão retomadas somente na próxima segunda-feira (17).

Fernanda Pereira/Folha Online
Fachada da escola estadual Amadeu Amaral, onde estudantes promoveram tumulto
Fachada da escola estadual Amadeu Amaral, onde estudantes promoveram tumulto

Os 277 estudantes do ensino fundamental e do ensino médio permaneceram sem aulas.

Professores, pais de alunos e a própria PM afirmam que são constantes os casos de violência na escola, fundada em 1909 --uma das mais antigas da cidade.

Tumulto

O tumulto de ontem começou por volta das 9h30. Os estudantes quebraram vidros e jogaram carteiras no pátio, a partir do segundo andar do prédio. Um aluno sofreu ferimentos leves.

Alex Almeida/Folha Imagem
Alunos quebram vidros de janela da escola estadual Amadeu Amaral, em São Paulo; aulas serão retomadas na segunda

A confusão começou com a briga de duas adolescentes. O desentendimento entre elas, que já ocorria havia algum tempo, culminou na depredação da escola.

Segundo o capitão Alexandre Marcus de Oliveira, comandante da 4ª Companhia do 8º Batalhão da PM, oito policiais foram enviados para conter cerca de 120 alunos, que atiravam carteiras do segundo andar do prédio e brigavam entre si.

"Os alunos são terríveis, e a direção não tem controle nenhum sobre eles", afirmou Leandra Firmino, 34, mãe de duas alunas.

Uma funcionária da escola esteve no 81º DP (Belém) para acompanhar um aluno que se feriu durante a confusão e estava sem os pais. Ela pediu para não ser identificada e disse que as brigas e depredações são comuns, sendo necessário recorrer à polícia regularmente.

A secretaria lamenta qualquer agressão contra alunos e professores. A direção da escola tomou a atitude correta de acionar a polícia para conter os alunos envolvidos no caso", informou a pasta, em nota.

 

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