Educação
23/11/2008 - 20h30

Professores consideram mediano nível de dificuldade de Fuvest

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da Folha Online

Atualizado às 21h31.

A prova da primeira fase da Fuvest deste ano não trouxe grandes novidades aos vestibulandos, segundo avaliação dos professores dos cursos pré-vestibulares Objetivo, Etapa e Anglo. A maioria dos docentes considerou o nível de dificuldade mediano.

A primeira fase, realizada neste domingo, teve 138.242 inscritos e registrou 5,32% de abstenções.

As provas começaram a ser aplicadas às 13h e foram compostas por 90 questões de múltipla escolha, divididas pelas disciplinas básicas do ensino médio: português, matemática, história, física, geografia, química, biologia e inglês. Até 10% das perguntas tiveram abordagem interdisciplinar.

A divulgação da lista de aprovados será dia 15 de dezembro. As provas da segunda fase do vestibular serão realizadas entre os dias 4 e 8 de janeiro de 2009.

Segundo o coordenador do curso Etapa, Edmilson Motta, a Fuvest tradicionalmente não cria "surpresas". Ele elogia a formulação das questões interdisciplinares e afirma que, em geral, não houve nenhuma grande novidade. A única ressalva que faz é em relação à física. "É necessário cada vez mais entender o conceito", afirma.

Sobre a prova de geografia, ele diz que ela exigiu mais no comparativo a outros anos, principalmente na análise de gráficos.

O coordenador-geral do Sistema Anglo de Ensino, Nicolau Marmo, afirmou que a prova não apresentou surpresas. "A prova foi muito equilibrada e dificuldade média da prova é a mesma do ano passado", diz.

Segundo ele, as perguntas interdisciplinares tiveram enunciado conciso e claro. "A formulação das questões interdisciplinares da Fuvest é um exemplo a ser seguido inclusive pelo Enem [Exame Nacional do Ensino Médio]", afirma.

Disciplinas

Em geral, os professores do curso pré-vestibular do Objetivo consideram que as questões aplicadas foram medianas.

Segundo a professora de inglês do curso pré-vestibular Objetivo, Cristina Armaganijan, a prova da Fuvest teve nível médio. Ela ressalta os textos utilizados, entre eles o dos periódicos "The New York Times" (jornal) e da revista "Economist". "Foram explorados temas bem atuais", disse.

Em geografia, a análise de mapas exigiu mais da análise e reflexão dos vestibulandos, segundo a professora Vera Lúcia da Costa Antunes. "Não foi uma prova difícil, foi mediana e teve formulação bem inteligente", afirma. Antunes diz que as perguntas relativas a disciplina foram bem elaboradas e afirma que o tema apareceu em seis das nove questões interdisciplinares.

O professor Luiz Carlos Dellinnello, professor de biologia, afirma que a prova deste ano foi mais fácil se comparada às questões do vestibular do ano passado. "São assuntos clássicos de biologia, já conhecidos e simples", afirmou.

Uma das observações feitas pelo professor Daily de Matos Oliveira, de história, diz respeito às datas comemorativas, exigidas na prova deste ano. Entre elas estavam as de final oito, tais como 1948 e 1918, e ainda o centenário da imigração japonesa. "Foi um nível mediano onde o aluno bem preparado deve ter considerado tranqüila. Houve a abordagem de épocas históricas distintas e foi pedido para que o vestibulando encontrasse entre esses fatos algo em comum", afirma.

Segundo o professor Nelson Dutra, de português, as questões deste ano foram de médio a fácil. "Manteve o padrão", disse.

A originalidade e boa elaboração das questões é a opinião do professor Antonio Mário Salles, a respeito da disciplina de química. Uma das características ressaltadas por ele é que a prova exigiu pouco de cálculo numérico.

Ele prevê que a questão 70 da prova "V" poderá apresentar polêmica. "Só haverá resposta certa, se for desprezada a concentração de íon-hidrogênio proveniente da ionização da água", avalia. Segundo ele, a alternativa "A" seria a mais correta, mas, a rigor, nem ela atende ao enunciado da questão.

Para Osvaldo Nakao, o Dodô, de matemática, a prova foi adequada, com enunciados claros e precisos e nível de dificuldade semelhante ao vestibular passado. Eduardo Figueiredo, de física, afirma que a prova foi fácil e tranqüila.

 

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