Justiça ordena desocupação da UniSantos; polícia pode ser chamada para saída de alunos
MÔNICA RIBEIRO E RIBEIRO
colaboração para a Folha Online
A Justiça determinou na manhã desta quarta-feira que os estudantes da UniSantos (Universidade Católica de Santos) devem desocupar o prédio da mantenedora da universidade, no bairro Pompéia, em Santos (litoral paulista), ainda hoje. Os cerca de 120 manifestantes iniciaram a ocupação na última quinta-feira (27).
De acordo com o estudante do 5º ano de direito, Flaviano Correia Cardoso, a mantenedora comunicou que chamará a força policial caso a desocupação não ocorra.
"Os oficiais [de Justiça] vieram aqui com o pedido de reintegração do local e nos disseram que, se não sairmos agora daqui, vão chamar a polícia para nos expulsar", disse Cardoso, que também é dirigente do CES (Centro dos Estudantes de Santos e Região). A entidade está organizando o protesto.
A reivindicação é o congelamento das mensalidades --a média de reajustes é 5,19%, porém, há cursos em que o aumento será de 18,5%, segundo os cálculos dos estudantes envolvidos na manifestação.
Os estudantes também reclamam que a universidade cortou o fornecimento de luz elétrica para intimidar a manifestação.
Outro lado
A UniSantos, por meio de sua assessoria de imprensa, informa que está em negociação com os estudantes e que a invasão não foi legítima. A entidade alega que os manifestantes protocolaram um ofício questionando o reajuste, pedindo uma resposta até o último dia 28 --a ocupação teve início no dia 27.
Sobre o reajuste, a UniSantos alega que a média é de 5,19% e que não haverá reajustes com teto máximo de 18,5%.
Quanto ao fornecimento de luz, a entidade afirma que a energia é interrompida porque o prédio administrativo só funciona em horário comercial.
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