Prova de história da Fuvest foi fácil e burocrática, dizem professores
da Folha Online
Aparentemente mais fácil que em anos anteriores, a prova de história da segunda fase da Fuvest, aplicada nesta segunda-feira, exigiu mais habilidade dos candidatos para redigir as respostas, de acordo com professores ouvidos pela Folha Online. A prova abordou temas clássicos como Grécia antiga, teatro grego; vassalagem e servidão na Idade Média; e reforma protestante. Hoje os alunos também realizaram a prova de química.
"Quando ela coloca nos itens o que aparentemente é fácil exige do aluno uma habilidade maior para redigir. Nessa hora a prova é elevada para nível médio", disse o professor de história Daily de Matos Oliveira, do colégio e do cursinho Objetivo.
Nos itens, embora fossem temas clássicos, o aluno teve de ser claro. "Se o aluno pensasse que é fácil, "vou escrever um montão', passa por cima do item fundamental que a Fuvest exige", afirmou Oliveira.
Para ele, a questão número quatro chamou a atenção porque segue uma tendência dos últimos anos --coloca o aluno na posição de julgamento, para observar se o aluno tem uma visão antropológica atualizada sobre os povos.
"Colocaram dois autores, um com preconceitos e outro não, e pediram para o aluno fazer uma comparação entre isso. É uma orientação do MEC [Ministério da Educação]. É uma questão de educação, que tem de criar o cidadão para ter consciência e não preconceitos sobre o meio em que vive", disse.
Para o professor de história geral Gilberto Marone, do Anglo, a prova, por ser da segunda fase da Fuvest, pode ser considerada burocrática e modesta, sem dificuldades para o candidatos.
"Pela importância da Fuvest, foi uma prova burocrática. Não digo que foi fácil, mas foi pouco criativa, sem interpretação, com perguntas fechadas. Não teve caráter criativo. Apesar de questionar uma coisa relacionada ao século 20, por exemplo, ela desprezou o caráter contemporâneo do que está acontecendo", disse Marone.
A prova não apresentou problemas, para o professor do Anglo, mas foram poucas as questões que apresentaram caráter crítico. "Ficou faltando o caráter crítico. É um vestibular nos moldes antigos, não tem erro, mas foi pouco criativo", afirmou.
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