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Educação
07/01/2009 - 08h01

Curitiba (PR) tem serviço telefônico para tirar dúvidas sobre reforma ortográfica

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DIMITRI DO VALLE
da Agência Folha, em Curitiba

A Prefeitura de Curitiba (PR) tem um número telefônico exclusivo para tirar dúvidas sobre a língua portuguesa. Inspirado em uma iniciativa feita pelo Arkansas (Estado norte-americano) e batizado de "Telegramática", o atendimento é feito em uma sala da prefeitura e conta com o revezamento de oito professores da rede municipal de ensino.

Veja a cobertura completa sobre o novo Acordo Ortográfico

Nos últimos meses, após a regulamentação da reforma ortográfica, o número de consultas cresceu significativamente, apesar de o serviço existir desde 1985.

O atendimento é gratuito (o interessado paga apenas o custo da ligação e pode fazê-la de qualquer ponto do país) e ocorre de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h, no número (41) 3218-2425.

Os professores consultam sites especializados e têm o apoio de um acervo de cerca de 700 publicações, como os dicionários comuns (dois deles já atualizados com as mudanças) e específicos, voltados a profissões e disciplinas como sociologia e filosofia.

A procura pelo serviço aumentou em média de 200 para 240 ligações por dia desde a regulamentação, em setembro, do acordo da reforma da língua portuguesa. Já na segunda-feira, a procura foi 80% superior.

Beatriz Castro Cruz, coordenadora do Telegramática, diz que a maioria das consultas sobre a reforma é feita por representantes de editoras, professores e estudantes.

Segundo Castro, a maior dúvida é relacionada ao emprego do hífen em palavras como "re-educar". A Folha testou o serviço tentando tirar dúvidas sobre como ficou a grafia de "anti-inflamatório", por exemplo. O emprego do hífen, segundo a atendente que conversou com a reportagem, é feito neste caso por causa do encontro de duas vogais, conforme a nova regra ortográfica.

Em casos ainda polêmicos, os professores pedem que se aguarde a publicação da nova edição do VOLP (Vocabulário da Língua Portuguesa), feita pela ABL (Academia Brasileira de Letras). O Telegramática, segundo a coordenadora, também constatou que a extinção do trema foi assimilada pelo público, já que nenhuma ligação neste sentido foi registrada pelos professores.

Arte/Folha
 

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