Professores dizem que tempo da prova da 2º fase da Unicamp foi curto
Colaboração para a Folha Online
Professores dos cursinhos ouvidos pela Folha Online disseram que as quatro horas disponíveis para o vestibulando resolver a prova do primeiro dia da segunda fase do vestibular da Unicamp foi insuficiente.
Constantino Carnelos, professor de biologia do Objetivo disse que a avaliação de ciências biológicas foi bem feita, com nível médio para alto e teve questões claras, objetivas e trouxe temas atuais, como células-tronco e Olimpíadas de Pequim. No entanto, o professor reclama da falta de tempo para o vestibulando resolver os 24 itens das 12 questões. "O tempo foi totalmente inadequado, muito curto", disse Carnelos.
A professora de língua portuguesa do Objetivo Elizabeth Massaranduba, considerou a prova de literatura e português de alto nível, com grau de dificuldade de médio para alto. Ela cita que a avaliação exigiu domínio linguístico e de interpretação. Elizabeth também considerou que o tempo de prova foi curto.
O professor de biologia do curso Anglo, Sezar Sasson, acredita que a prova foi difícil para a maior parte dos alunos, principalmente pelo falta de tempo para a resolução das questões que eram trabalhosas. Ele ressaltou que os assuntos foram bem abordados de forma direta.
Para Fernando Lopes Couto, professor de literatura do Anglo, a prova teve alto nível de dificuldade e exigiu a leitura das obras pelo vestibulando. A simples leitura de resumos ou assistir às peças e aos filmes não foi o suficiente. "A prova cumpriu o que se espera de um exame de vestibular. O candidato teve que mostrar que leu os livros, compreendeu as obras e conseguiu estabelecer relações para interpretar o texto", afirmou Couto.
Já para Eduardo Antonio Lopes, professor de língua portuguesa do Anglo, a prova teve enunciados imprecisos e exigiu esforço desnecessário dos vestibulandos. "Não gostei da prova, faltou foco e foi pretensiosa", afirmou Lopes, que cita como exemplo a questão 3 de língua portuguesa que traz uma história em quadrinhos do Chico Bento citando a maneira de falar utilizada como exclusiva do universo rural brasileiro. O professor justifica que o tema foi preconceituoso e que não existe pesquisa sociolinguística no Brasil que especifique que determinada forma de falar é exclusiva do universo rural e que não há uma forma homogênea linguística e cultural no país.
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