Educação
10/02/2009 - 03h20

Professores que tiraram zero em exame poderão dar aulas em SP

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da Folha Online

Cerca de 1.500 professores que tiraram zero em uma prova de seleção do próprio governo estadual de São Paulo poderão lecionar neste ano na rede, informa reportagem de Fábio Takahashi e Laura Capriglione na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

O exame foi promovido pela Secretaria da Educação do governo José Serra (PSDB), em dezembro passado, com a intenção de selecionar 100 mil docentes temporários. Os 1.500 professores "nota zero" poderão lecionar porque uma decisão liminar (provisória) da 13ª Vara da Fazenda Pública suspendeu os resultados do teste.

A Apeoesp (sindicato dos professores), autora da liminar, alegou que os docentes temporários que já trabalham na rede há muitos anos não podem ser descartados com base numa "provinha". O governo não recorreu para não atrasar ainda mais o início das aulas (que deveria começar amanhã, mas foi adiado para segunda por conta do impasse).

A rede pública utiliza 100 mil docentes temporários, porque tem mais demanda por professores do que cargos públicos criados por lei. No total, são necessários 230 mil professores, mas há só 130 mil concursados.

Leia a notícia completa na Folha desta terça-feira, que já está nas bancas.

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Comentários dos leitores
Francisco Carlos Santos (1) 17/02/2009 11h03
Francisco Carlos Santos (1) 17/02/2009 11h03
Sou a favor dos professores fazerem as provas para ACT, tem muitos professores que não tem condição de lecionar. O governo do Estado tem toda razão. Agora os professores tem os cadernos e os alunos tambem, novidade muito boa. Eu estou cansado de tanto a APEOESP criticar o governo, só presta para isso, quando o governo faz alguma coisa boa para o magistério, ela não elogia, é uma vergonha. Os professores tem que reciclar sempre , muitos são acomodados, é uma vergonha. sem opinião
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Os professores que tiraram nota zero estão provocando discussão, exatamente o que o governo pretendia, para colocar a população contra o magistério e. assim, poder desprezar sua campanha para reajuste que reponha os anos e anos de perdas salariais, que aviltaram o magistério. Estranhamente, não ouvi ainda ninguém perguntar por que não houve maioria de professores com notas altas. Por que será? 1 opinião
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Raimundo Soares (13) 14/02/2009 13h15
Raimundo Soares (13) 14/02/2009 13h15
Boa tarde a todos. Vendo os comentários aqui expostos vejo que o objetivo da nossa secretaria da educação está sendo plenamente alcançado que é a desinformação. Sou professor efetivo e estive no "planejamento" do semestre letivo e dos cerca de 32 professores necessários para o meu período só havia os 11 efetivos e aí me pergunto que raio de planejamento é esse? Em comentário anterior chamei a atenção para a incapacidade de organização mínima da secretaria da educação. Eu nunca vi o processo de atribuição de aulas ser minimamente organizado. Porquê o processo tem que acontecer nas vésperas do começo do ano letivo? Alguém vai dizer que existe uma legislação para isso e aí vem outra pergunta: porque não mudá-la então? quando foi para mudar a legislação da falta médica não houve vontade? talvez seja pq essa confusão toda é interessante. Não sou contra essa avaliação, tem que existir sim, mas volto a bater na tecla da organização que essa secretaria é só olhar as últimas noticias nesse site mesmo. A secretaria não conseguiu planejar essa avaliação, fez de qualquer jeito, não conseguiu tabular os resultados e aí viu que errou e que provalmente iria perder qualquer ação e lançou essa história de "professor nota zero"; chamo atenção para o comentário da secretária " Não sabemos como produziu-se esse zero" ou seja, não sabe se foi erro, ausência, provas em branco, eros de sistemas...enfim, o foco foi desviado e com sucesso... 4 opiniões
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