Livro de geografia da rede estadual de SP tem dois Paraguais
JULIANA COISSI
da Folha Ribeirão
Um livro de geografia distribuído pelo governo paulista aos alunos da sexta série do ensino fundamental traz duas vezes o Paraguai no mapa da América do Sul e ainda inverte a localização do Uruguai e Paraguai. O erro repete-se também no livro do professor. Outra incorreção é a não-inclusão do Equador no mapa "Fronteiras Permeáveis". Sem isso, o aluno não tem informação para responder à seguinte questão, na página ao lado: "Quais são os países sul-americanos que não fazem fronteira com o Brasil?"
A Secretaria da Educação da gestão José Serra (PSDB) diz, em nota, que o erro é de responsabilidade da empresa que produziu o material e que as escolas já foram alertadas sobre a falha por meio do site. A Fundação Vanzolini, responsável pela edição, disse que o material foi produzido por professores indicados pela secretaria.
O material começou a ser distribuído na rede, mas não há informação se já chegou a a todas as escolas do Estado. A empresa diz que 1,55% dos livros distribuídos têm erros, mas a Folha localizou o problema em várias cidades.
Um professor de São José do Rio Preto disse que identificou a falha no mapa em sala de aula. O erro foi motivo de piada entre os alunos. Segundo ele, há erros em quase todos os cadernos, mas, geralmente, são de grafia, não de informação. Cingapura, por exemplo, foi grafado com "s". Mas o erro do mapa, diz, "é gravíssimo".
"Um horror e um erro gravíssimo", concorda Sonia Castellar, professora de metodologia do ensino em geografia do curso de pedagogia da USP (Universidade de São Paulo).
"Esse material do Estado não está passando por avaliação rigorosa", disse.
Um outro docente de geografia, de Franca, disse já ter notado erros em outras apostilas. Segundo ele, é comum haver exercícios no caderno do aluno que não se repetem no livro-manual do professor, e vice-versa, além de exercícios sem resposta no livro do docente.
Alertado pela Folha ontem, um professor de Ribeirão Preto questionou a direção de sua escola no início da tarde sobre o erro. No final do dia, recebeu por e-mail um aviso de que precisaria alterar o material.
Uma coordenadora pedagógica de uma escola estadual de Ribeirão Preto (interior do Estado) disse que o governo estadual orienta as escolas a periodicamente observar no site as erratas dos cadernos.
Ela diz que, além do mapa, detectou no site erratas no caderno do aluno de outras séries nas disciplinas de arte, história, geografia, inglês e matemática. Mas ela não quis mostrar à Folha esses outros erros.
Outro lado
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação afirmou que já havia identificado os erros apontados no caderno e que já informou os professores de toda a rede, pelo site www.educacao.sp.gov.br. Mas a errata só pode ser consultada pela direção da escola, por meio de senha.
A secretaria disse que a falha partiu da Fundação Vanzolini, "que elaborou os mapas e o projeto gráfico". Diz ainda que o material não será trocado e que a orientação é que os professores informem seus alunos sobre a correção.
Sobre erratas em outras disciplinas, disse que o erro mais grave foi o do mapa e que o restante se restringe a erros de grafia ou gabarito. A secretaria não respondeu a outras perguntas, como o total de cadernos impressos.
A Fundação Vanzolini alega que o erro atingiu 1,55% dos cadernos e que todo o conteúdo do material é desenvolvido por professores indicados pela secretaria.
| Arte/Folha | ||
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Povo educado é difícil de ser manipulado por isso, os governos agradecem aos professores, por abandonarem seus alunos, deixando-os sem aulas. E mantendo o círculo vicioso, o Governo não atendem aos professores, para que prolonguem o máximo possivel suas greves. Acho que os professores deveriam mudar suas estratégias de ação e, ao invés de entrar em greve, aumentar seu empenho e dedicação em dar maior formação política ao aluno, possibilitando a ampliação de sua consciencia crítica, ensinando os alunos a pensar e a se arganizarem políticamente questionando e discutindo as questões políticas nas Camaras, nas Assembléias Legislativas, prefeituras, Governos e presidentes. Acho que todos os professores do Brasil, deveriam começar sua aula todos os dias com seus alunos, discutindo páginas políticas dos jornais. Já fazem 30 anos que conheço greve de professores. Se nesses 30 anos os alunos estivessem sendo formados nessa linha, hoje teríamos cidadões eleitores adultos conscientes e responsáveis socialmente. Alguns até decentes políticos.
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Agora,espero,efetivamente,que o nosso novo secretário nos veja(nós,Professores) com um novo
"olhar",com um "sentimento solidário"(palavras an-
tigas da ex-secretária) quando a mesma mencionava isso de: Professor para Alunos.
Somos solidários sim; somos sensíveis sim,e,somos,acima de tudo "Professores Competentes e com Habilidades".
Paz para a ex-secretária e sucessos ao novo!
Abraços...,
Profa. Rosemary!
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