Educação
17/03/2009 - 14h03

Governo de SP manda recolher 500 mil livros de geografia com 2 Paraguais

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da Folha Online
da Folha Ribeirão

A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo determinou o recolhimento dos 500 mil livros de geografia com erros distribuídos para alunos da sexta série do ensino fundamental. No livro, que leva o nome de "Caderno do Aluno", o Paraguai aparece duas vezes no mapa da América do Sul e a localização do Uruguai está invertida com o Paraguai. O erro se repete também no livro do professor. Outra incorreção é a não-inclusão do Equador no mapa "Fronteiras Permeáveis". Sem isso, o aluno não tem informação para responder à seguinte questão, na página ao lado do livro: "Quais são os países sul-americanos que não fazem fronteira com o Brasil?"

A pasta do governo de José Serra (PSDB) determinou que a Fundação Vanzolini, responsável pela edição do material didático, faça a troca dos livros com erros. A fundação irá arcar com todos os gastos desta troca, incluindo impressão e distribuição.

O material começou a ser distribuído na rede, mas não há informação se já chegou a a todas as escolas do Estado. De acordo com a secretaria, o "Caderno do Aluno" é um material complementar que não substitui o material didático. Ele é utilizado em conjunto com os materiais destinados aos professores.

A correção foi disponibilizada na semana passada para os professores estaduais no site da secretaria ou também no www.saopaulofazescola.sp.gov.br. Estudantes e professores foram informados da correção nas páginas do governo na semana passada.

Erros

Um professor de São José do Rio Preto disse que identificou a falha no mapa em sala de aula. O erro foi motivo de piada entre os alunos. Segundo ele, há erros em quase todos os cadernos, mas, geralmente, são de grafia, não de informação. Cingapura, por exemplo, foi grafado com "s". Mas o erro do mapa, diz, "é gravíssimo".

"Um horror e um erro gravíssimo", concorda Sonia Castellar, professora de metodologia do ensino em geografia do curso de pedagogia da USP (Universidade de São Paulo).

"Esse material do Estado não está passando por avaliação rigorosa", disse.

Um outro docente de geografia, de Franca, disse já ter notado erros em outras apostilas. Segundo ele, é comum haver exercícios no caderno do aluno que não se repetem no livro-manual do professor, e vice-versa, além de exercícios sem resposta no livro do docente.
Uma coordenadora pedagógica de uma escola estadual de Ribeirão Preto (interior do Estado) disse que o governo estadual orienta as escolas a periodicamente observar no site as erratas dos cadernos.

Ela diz que, além do mapa, detectou no site erratas no caderno do aluno de outras séries nas disciplinas de arte, história, geografia, inglês e matemática. No entanto, ela não quis mostrar à Folha esses outros erros.

A Fundação Vanzolini diz que o material é desenvolvido por professores indicados pela secretaria e que cumprirá a determinação do órgão, de recolher os livros com erros.

Arte/Folha
Comentários dos leitores
Carlos José dos Santos (250) 30/05/2009 17h27
Carlos José dos Santos (250) 30/05/2009 17h27
"Professores estaduais de São Paulo decidem entrar em greve" Como ex-presidente de Assossiação de Pais e Mestres, creio que Greve de professores nunca funcionou no Brasil e nunca vai funcionar pois a greve prejudica a Educação, prejudica alunos e prejudica pais. O principal problema do Brasil é a falta de educação e o ensino de péssima qualidade, o que facilita a manipulação política, a compra de votos e a manutenção de corruptos no poder.
Povo educado é difícil de ser manipulado por isso, os governos agradecem aos professores, por abandonarem seus alunos, deixando-os sem aulas. E mantendo o círculo vicioso, o Governo não atendem aos professores, para que prolonguem o máximo possivel suas greves. Acho que os professores deveriam mudar suas estratégias de ação e, ao invés de entrar em greve, aumentar seu empenho e dedicação em dar maior formação política ao aluno, possibilitando a ampliação de sua consciencia crítica, ensinando os alunos a pensar e a se arganizarem políticamente questionando e discutindo as questões políticas nas Camaras, nas Assembléias Legislativas, prefeituras, Governos e presidentes. Acho que todos os professores do Brasil, deveriam começar sua aula todos os dias com seus alunos, discutindo páginas políticas dos jornais. Já fazem 30 anos que conheço greve de professores. Se nesses 30 anos os alunos estivessem sendo formados nessa linha, hoje teríamos cidadões eleitores adultos conscientes e responsáveis socialmente. Alguns até decentes políticos.
sem opinião
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Rosemary Gazzola (1) 27/03/2009 11h49
Rosemary Gazzola (1) 27/03/2009 11h49
Aconteceu...! Lastimável...!
Agora,espero,efetivamente,que o nosso novo secretário nos veja(nós,Professores) com um novo
"olhar",com um "sentimento solidário"(palavras an-
tigas da ex-secretária) quando a mesma mencionava isso de: Professor para Alunos.
Somos solidários sim; somos sensíveis sim,e,somos,acima de tudo "Professores Competentes e com Habilidades".
Paz para a ex-secretária e sucessos ao novo!
Abraços...,
Profa. Rosemary!
5 opiniões
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Humberto rodrigues (106) 24/03/2009 16h49
Humberto rodrigues (106) 24/03/2009 16h49
Isso é boicote dos petistas que estão infiltrados na Educação de São paulo para desmoralizar o Governador Serra. 15 opiniões
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