Educação
05/05/2009 - 10h50

Funcionários da USP iniciam greve por tempo indeterminado nesta terça-feira

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Colaboração para a Folha Online

Os funcionários da USP (Universidade de São Paulo) iniciaram nesta terça-feira greve por tempo indeterminado para reivindicar, entre outros itens, melhores salários. Uma assembleia acontece na manhã de hoje para discutir a paralisação.

Segundo Aníbal Antônio Cavali, diretor do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), ainda não há um levantamento de quantos funcionários aderiram à greve, mas destaca que o movimentos prejudica o atendimento em restaurantes, transportes e na prefeitura da Cidade Universitária.

Cavali afirmou que uma pauta com todas as reivindicações dos funcionários foi entregue ao Cruesp (conselho de reitores formados pelas universidades USP, Unicamp e Unesp) --responsável pelas negociações salariais-- no último dia 16, solicitando uma reunião para discutir as reivindicações ainda no mês de abril, mas a reitoria se manifestou a favor de que a reunião aconteça apenas no dia 18 de maio.

"Essa demora em se manifestar, mostra o descaso da reitoria em relação as nossas reivindicações. Dia 18 é apenas três dias antes de fechar a folha de pagamento. No caso de uma proposta da reitoria, nós precisamos discutir em assembleia o que impossibilita a inclusão de nossas reivindicações na folha de pagamento", destaca Cavali.

Procurada pela Folha Online, a reitoria da USP afirmou que já recebeu as reivindicações e que uma reunião deve agendada entre o Cruesp e os sindicatos, mas destacou que ainda não possui uma data para esse encontro.

Dentre as reivindicações dos funcionários está a incorporação de R$ 200 nos salários, além de reajuste de 17%. De acordo com Cavali, também há uma reivindicação para que o sindicalista Claudionor Brandão, ex-diretor do Sintusp, seja readmitido após demissão por justa causa.

O diretor de base do Sintusp, Magno de Carvalho, destacou em paralisações anteriores que a categoria também é contra a multa de R$ 346 mil aplicada contra o sindicato devido a ocupação da reitoria da universidade em 2007. "Eles dizem que o sindicato deve pagar pelos danos causados ao local. Um sindicato que arrecada R$ 80 mil por mês não tem como pagar isso. Parece que eles querem fechar o sindicato", afirma ele.

Os funcionários estão reunidos em assembleia desde as 10h30, na Faculdade de História da USP, para fazer um balanço sobre a greve iniciada hoje. Está programado para as 12h30, um ato de protesto em frente ao prédio da reitoria da USP que deve contar ainda com a presença de alunos.

 

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