Educação
05/05/2009 - 15h33

Serra cria escola de formação para professores e promete novas vagas

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PAULO TOLEDO PIZA
Colaboração para a Folha Online

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), assinou nesta terça-feira um projeto de lei que altera a forma como os professores ingressam na rede estadual de ensino. Além de prestar concurso, os docentes terão de passar por curso complementar com duração de quatro meses e exame.

Serão 360 horas de formação, com atividades em classe e práticas escolares, antecipou o colunista da Folha Online Gilberto Dimenstein. As aulas para os professores serão ministradas na Escola de Formação de Professores do Estado de São Paulo, que ocupará o Edifício André Franco Montoro, na rua João Ramalho, região de Perdizes (zona oeste de São Paulo).

"Os professores receberão uma forte injeção de aperfeiçoamento aos seus conhecimentos", disse o governador.

Durante o curso, os docentes receberão 75% do salário inicial. Ao final, serão submetidos a exame e somente os que forem aprovados poderão dar aulas. Os reprovados deverão prestar novo concurso.

"Queremos que o professor e a professora já entrem afiados para dar aula", afirmou Serra.

Conforme o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza, o novo processo de seleção e criação da escola de formação não trarão custos adicionais ao Estado. "Isso será absorvido pelo orçamento normal da secretaria", disse. Ele, porém, não soube quantificar os custos das novas medidas.

Apesar da criação da escola de formação de professores, criada por decreto de Serra, o projeto ainda deverá ser aprovado pela Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo).

Além das mudanças na contratação dos professores, Serra afirmou que enviou projeto de lei propondo a criação de 50 mil novas vagas de docentes na rede estadual --atualmente, são 210 mil professores no Estado-- e novas cargas horárias (leia abaixo).

Qualidade de ensino

Durante entrevista concedida no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, Serra criticou a qualidade do ensino. "Muita coisa foi feita na educação, em relação ao ambiente escolar, como transporte, merenda e uniforme. Onde menos se avançou foi no ensino."

O governador atribuiu à "inadequação das faculdades de pedagogia" como causa dessa defasagem.

Projetos

Outro projeto visa a imposição de um exame anual para os professores temporários. Quem for reprovado poderá exercer funções auxiliares nas escolas, mas não poderá dar aula.

O governador também anunciou a criação de duas novas cargas horárias semanais para os professores. Se o projeto for aprovado, além das cargas de 24 horas e 36 horas já existentes, haverá também as cargas semanais de 12 horas e 40 horas. Em nota, a Secretaria da Educação afirma que a carga de 40 horas "assegura a estabilidade na escola dos professores das 1ª série e das disciplinas com ampla carga horária, como português e matemática".

Já a de 12 horas, conforme a pasta, "é importante para facilitar o processo de atribuição de aula nas disciplinas com menor carga horária".

 

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