Funcionários, professores e alunos das universidades de SP realizam protesto na USP
FERNANDA PEREIRA NEVES
colaboração para a Folha Online
Funcionários, professores e alunos das USP, Unesp e Unicamp se reúnem em frente à reitoria da USP (Universidade de São Paulo) em um ato de protesto para reivindica, entre outros itens, melhores salários. O ato teve início às 14h desta segunda-feira e acontece ao mesmo tempo em que o Fórum dos Seis --que representa docentes, funcionários e alunos-- se reúne com o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades de São Paulo) para discutir as reivindicações da categoria.
Cerca de 400 pessoas participam do ato, que conta com um carro de som que fecha a rua da reitoria na cidade universitária. Funcionários e alunos de diversas cidades do interior de SP também participam do ato.
Em uma reunião realizada na manhã de hoje, o Fórum dos Seis decidiu que a principal reivindicação será a readmissão do sindicalista Claudionor Brandão, demitido por justa causa, informou Marco Brinati, professor da Poli-USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo) e vice presidente do Adusp (Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo).
Além disso, a associação também quer reajuste salarial de 10% além de reposição inflacionária dos últimos 12 meses.
Estudantes
Já o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) quer reajuste de 17%. Alunos das três universidades também realizam paralisação nesta segunda-feira em apoio à funcionários e professores, além de apresentarem reivindicações próprias, como a melhoria do ensino e maiores verbas para a permanência estudantil.
"Tem colegas meus que tiveram que deixar a faculdade porque não podiam se sustentar. Não basta passar no vestibular, muitos alunos precisam de ajuda para a moradia e alimentação", diz Eduardo Dias, aluno de ciências sociais da Unesp de Marília.
Os alunos também se colocam contrários à proposta do governo de educação à distancia. "Acreditamos que a educação à distância como é proposta corresponde a uma expansão da educação sem qualidade", afirma Eduardo Parra, estudante de filosofia, também da Unesp de Marília.
A reunião desta segunda corresponde ao primeiro encontro para discutir as propostas dos funcionários que já estão em greve desde o último dia 5 na USP, campus SP. Os funcionários da USP de São Carlos (SP) e Ribeirão Preto (SP) também aderiram à greve na semana passada, mas ainda não existe um balanço de adesão.
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