Avaliação não testa os alunos da pós-graduação
da Folha de S.PauloA avaliação dos cursos de pós-graduação pela Capes é feita a partir de dados fornecidos pelas universidades e relatórios detalhados preparados por comitês de avaliação que examinam os programas anualmente. Ao contrário do provão, não é feito teste de conhecimentos dos alunos.
Um dos fatores analisados pela Capes é a qualidade do corpo docente. Os professores devem demonstrar liderança em suas áreas de conhecimento e publicar resultados de suas pesquisas em revistas nacionais e internacionais.
A avaliação será feita a cada três anos (até 1998, era bienal), por 45 comitês coordenados por representantes de área. Foram avaliados neste ano 2.357 programas, responsáveis por 1.511 cursos de mestrado e 846 de doutorado.
O processo é coordenado pelo Conselho Técnico Científico, formado por 22 membros _o presidente e os três diretores da Capes, representantes acadêmicos e representantes dos pró-reitores de pós-graduação e da associação de alunos da pós-graduação.
Os cursos que obtiveram conceitos "1" e "2" serão excluídos do Sistema Nacional de Pós-Graduação, deixando de receber automaticamente o fomento da Capes. Seus futuros alunos também não terão os diplomas reconhecidos.
A nota "3" corresponde ao padrão mínimo de qualidade. Aos cursos bons e muito bons são atribuídos "4" e "5" _as notas máximas são para os cursos de mestrado. As notas "6" e "7" só podem ser atribuídas a programas com doutorado e com alto grau de qualidade, inclusive no exterior.
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