Educação
09/06/2009 - 17h29

Universitários bloqueiam acesso à USP, e PM reprime protesto

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da Folha Online
da Folha de S.Paulo

Atualizado às 17h45.

Manifestantes realizam desde o começo da tarde desta terça-feira um protesto em frente à reitoria da Cidade Universitária da USP (zona oeste de SP) e bloqueiam o acesso à universidade. Por volta das 17h20, policiais militares reprimiam a manifestação. Bombas de efeito moral foram lançadas.

De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) o portão 1 de acesso à USP --localizada na rua Alvarenga-- foi bloqueada pelos manifestantes, mas não há informações sobre quantos estudantes participam do ato.

Almeida Rocha/Folha Imagem
Polícia Militar lança bombas de efeito moral durante manifestação ocorrida nesta terça na USP, zona oeste de São Paulo
Polícia Militar lança bombas de efeito moral durante manifestação ocorrida nesta terça na USP, zona oeste de São Paulo

Segundo informações preliminares da reitoria da USP, os manifestantes jogaram pedras e paus contra os PMs, que reagiram. Antes da confusão, estudantes e funcionários já haviam se reunido em frente à reitoria. Conforme o Sintusp (sindicato dos funcionários), o ato envolveria alunos, funcionários e professores da USP, Unesp e Unicamp, convocados pelo Fórum das Seis --que representa funcionários, professores e estudantes das três universidades paulistas.

O grupo pede a reabertura das negociações com o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) e a retirada da PM do campus da USP. Desde o dia 1º, policiais militares permanecem na USP para evitar que funcionários, em greve desde 5 de maio, bloqueiem a entrada de prédios, incluindo o da reitoria, impedindo a entrada dos que não apoiam a greve, que é parcial.

Os grevistas querem reajuste salarial de 16%, mais R$ 200 fixos, além do fim de processos administrativos contra servidores e alunos que participaram de protesto anterior --que resultou em dano ao patrimônio.

Em resposta à permanência da PM, professores e alunos, que não haviam aderido à paralisação, decidiram entrar em greve na última quinta-feira. Nesta terça, o governador José Serra (PSDB) afirmou que o governo cumpre uma ordem judicial e, por isso, mantém a PM na universidade. "A questão é a seguinte: o governo está cumprindo ordem judicial. A reitora pediu segurança e o governo não tem outra alternativa se não cumprir a ordem judicial dada por um juiz", disse.

As negociações entre o Cruesp e o Fórum das Seis estão paradas desde 25 de maio.

Na ocasião, um grupo de estudantes invadiu a reitoria após os reitores impedirem parte dos alunos e um sindicalista de participar da reunião.

Almeida Rocha/Folha Imagem
Policiais militares reprimem manifestação na USP, zona oeste de SP; bombas de efeito moral foram lançadas
Policiais militares reprimem manifestação na USP, zona oeste de SP; bombas de efeito moral foram lançadas
 

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