Educação
09/06/2009 - 19h01

Estudante da USP fica ferido em confronto com a polícia e vai para hospital

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OTÁVIO PINHEIRO
colaboração para a Folha Online

Ao menos um estudante ficou ferido durante confronto com a Polícia Militar durante protesto ocorrido na tarde desta terça-feira na USP, zona oeste de São Paulo. O jovem, que não teve a identidade revelada, foi atingido por uma bomba de efeito moral e levado ao Hospital Universitário com ferimentos leves.

Almeida Rocha/Folha Imagem
Polícia Militar lança bombas de efeito moral durante manifestação ocorrida nesta terça na USP, zona oeste de São Paulo
Polícia Militar lança bombas de efeito moral durante manifestação ocorrida nesta terça na USP, zona oeste de São Paulo

A manifestação começou no início desta tarde. Ao menos duas pessoas foram detidas, informou a Polícia Militar. Porém, o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) diz que o número de detidos chega a dez.

Por volta das 19h, a polícia continuava no local e o clima entre os manifestantes era tenso. A PM não soube informar quantas pessoas participam do protesto, que reivindica a retirada da polícia da cidade universitária.

O confronto teve início à tarde, quando manifestantes teriam atacado os policiais militares com pedras e paus. O sindicato de funcionários, entretanto, nega que os manifestantes tenham iniciado e diz que a PM que deu início à briga ao atirar bombas de efeito moral.

De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) o portão 1 de acesso à USP --localizada na rua Alvarenga-- chegou a ser bloqueada pelos manifestantes por mais de uma hora. Porém, por voltadas 19h a via havia sido liberada, informou o órgão.

Protestos

Conforme o Sintusp (sindicato dos funcionários), o ato envolveria alunos, funcionários e professores da USP, Unesp e Unicamp, convocados pelo Fórum das Seis --que representa funcionários, professores e estudantes das três universidades paulistas.

O grupo pede a reabertura das negociações com o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) e a retirada da PM do campus da USP. Desde o dia 1º, policiais militares permanecem na USP para evitar que funcionários, em greve desde 5 de maio, bloqueiem a entrada de prédios, incluindo o da reitoria, impedindo a entrada dos que não apoiam a greve, que é parcial.

Os grevistas querem reajuste salarial de 16%, mais R$ 200 fixos, além do fim de processos administrativos contra servidores e alunos que participaram de protesto anterior --que resultou em dano ao patrimônio.

Em resposta à permanência da PM, professores e alunos, que não haviam aderido à paralisação, decidiram entrar em greve na última quinta-feira. Nesta terça, o governador José Serra (PSDB) afirmou que o governo cumpre uma ordem judicial e, por isso, mantém a PM na universidade.

"A questão é a seguinte: o governo está cumprindo ordem judicial. A reitora pediu segurança e o governo não tem outra alternativa se não cumprir a ordem judicial dada por um juiz", disse.

As negociações entre o Cruesp e o Fórum das Seis estão paradas desde 25 de maio. Na ocasião, um grupo de estudantes invadiu a reitoria após os reitores impedirem parte dos alunos e um sindicalista de participar da reunião.

Almeida Rocha/Folha Imagem
Policiais militares reprimem manifestação na USP, zona oeste de SP; bombas de efeito moral foram lançadas
Policiais militares reprimem manifestação na USP, zona oeste de SP; bombas de efeito moral foram lançadas
 

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