Após confronto, PM permanece na USP; estudantes realizam assembleia
da Folha Online
Atualizado às 22h41.
A situação na USP (Universidade de São Paulo) era mais tranquila na noite desta terça-feira, após estudantes, funcionários e professores entrarem em confronto com policiais militares na tarde de hoje. Entretanto, a Polícia Militar continuava na cidade universitária e, por volta das 20h45, estudantes realizavam uma assembleia.
Segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), ao todo, três pessoas foram detidas no tumulto, sendo que todos já haviam sido liberados na noite de hoje. De acordo com a polícia, entre os manifestantes detidos está o sindicalista Claudionor Brandão --ex-diretor do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) recentemente demitido.
| Almeida Rocha/Folha Imagem |
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| Polícia Militar lança bombas de efeito moral durante manifestação ocorrida nesta terça na USP, zona oeste de São Paulo |
Ao menos um estudante ficou ferido durante o confronto. O jovem, que não teve a identidade revelada, foi atingido por uma bomba de efeito moral e levado ao Hospital Universitário com ferimentos leves.
A polícia ainda não tem informações sobre quantas pessoas participaram do protesto, que pedia a saída da PM da cidade universitária. Desde o dia 1º deste mês, policiais militares permanecem na USP para evitar que funcionários, em greve desde 5 de maio, bloqueiem a entrada de prédios, incluindo o da reitoria, impedindo a entrada dos que não apoiam a greve, que é parcial.
Conforme o Sintusp (sindicato dos funcionários), o ato envolveria alunos, funcionários e professores da USP, Unesp e Unicamp, convocados pelo Fórum das Seis --que representa funcionários, professores e estudantes das três universidades paulistas.
A Adusp (Associação dos Docentes da USP) classificou o cenário de hoje de uma "instalação de verdadeira praça de guerra no campus Butantã" e, por isso, convocou uma nova assembleia geral para esta quarta-feira (10), às 10h, no Anfiteatro da Geografia.
| Almeida Rocha/Folha Imagem | ||
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| Policiais militares reprimem manifestação na USP, zona oeste de SP; bombas de efeito moral foram lançadas |
Confronto
O confronto teve início à tarde, quando manifestantes teriam atacado os policiais militares com pedras e paus. O sindicato de funcionários, entretanto, nega que os manifestantes tenham iniciado e diz que a PM que deu início à briga ao atirar bombas de efeito moral.
De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) o portão 1 de acesso à USP --localizada na rua Alvarenga-- chegou a ser bloqueada pelos manifestantes por mais de uma hora. Porém, por voltadas 19h a via havia sido liberada, informou o órgão.
Os manifestantes pedem a reabertura das negociações com o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) e a retirada da PM do campus da USP.
Os grevistas querem reajuste salarial de 16%, mais R$ 200 fixos, além do fim de processos administrativos contra servidores e alunos que participaram de protesto anterior --que resultou em dano ao patrimônio.
As negociações entre o Cruesp e o Fórum das Seis estão paradas desde 25 de maio. Na ocasião, um grupo de estudantes invadiu a reitoria após os reitores impedirem parte dos alunos e um sindicalista de participar da reunião.
| Nelson Antoine/AP | ||
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| Confronto entre policiais militares e manifestantes na USP deixa ao menos um ferido; grupo pede saída da PM |
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