Educação
09/06/2009 - 21h05

Após confronto, PM permanece na USP; estudantes realizam assembleia

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da Folha Online

Atualizado às 22h41.

A situação na USP (Universidade de São Paulo) era mais tranquila na noite desta terça-feira, após estudantes, funcionários e professores entrarem em confronto com policiais militares na tarde de hoje. Entretanto, a Polícia Militar continuava na cidade universitária e, por volta das 20h45, estudantes realizavam uma assembleia.

Segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), ao todo, três pessoas foram detidas no tumulto, sendo que todos já haviam sido liberados na noite de hoje. De acordo com a polícia, entre os manifestantes detidos está o sindicalista Claudionor Brandão --ex-diretor do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) recentemente demitido.

Almeida Rocha/Folha Imagem
Polícia Militar lança bombas de efeito moral durante manifestação ocorrida nesta terça na USP, zona oeste de São Paulo
Polícia Militar lança bombas de efeito moral durante manifestação ocorrida nesta terça na USP, zona oeste de São Paulo

Ao menos um estudante ficou ferido durante o confronto. O jovem, que não teve a identidade revelada, foi atingido por uma bomba de efeito moral e levado ao Hospital Universitário com ferimentos leves.

A polícia ainda não tem informações sobre quantas pessoas participaram do protesto, que pedia a saída da PM da cidade universitária. Desde o dia 1º deste mês, policiais militares permanecem na USP para evitar que funcionários, em greve desde 5 de maio, bloqueiem a entrada de prédios, incluindo o da reitoria, impedindo a entrada dos que não apoiam a greve, que é parcial.

Conforme o Sintusp (sindicato dos funcionários), o ato envolveria alunos, funcionários e professores da USP, Unesp e Unicamp, convocados pelo Fórum das Seis --que representa funcionários, professores e estudantes das três universidades paulistas.

A Adusp (Associação dos Docentes da USP) classificou o cenário de hoje de uma "instalação de verdadeira praça de guerra no campus Butantã" e, por isso, convocou uma nova assembleia geral para esta quarta-feira (10), às 10h, no Anfiteatro da Geografia.

Almeida Rocha/Folha Imagem
Policiais militares reprimem manifestação na USP, zona oeste de SP; bombas de efeito moral foram lançadas
Policiais militares reprimem manifestação na USP, zona oeste de SP; bombas de efeito moral foram lançadas

Confronto

O confronto teve início à tarde, quando manifestantes teriam atacado os policiais militares com pedras e paus. O sindicato de funcionários, entretanto, nega que os manifestantes tenham iniciado e diz que a PM que deu início à briga ao atirar bombas de efeito moral.

De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) o portão 1 de acesso à USP --localizada na rua Alvarenga-- chegou a ser bloqueada pelos manifestantes por mais de uma hora. Porém, por voltadas 19h a via havia sido liberada, informou o órgão.

Os manifestantes pedem a reabertura das negociações com o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) e a retirada da PM do campus da USP.

Os grevistas querem reajuste salarial de 16%, mais R$ 200 fixos, além do fim de processos administrativos contra servidores e alunos que participaram de protesto anterior --que resultou em dano ao patrimônio.

As negociações entre o Cruesp e o Fórum das Seis estão paradas desde 25 de maio. Na ocasião, um grupo de estudantes invadiu a reitoria após os reitores impedirem parte dos alunos e um sindicalista de participar da reunião.

Nelson Antoine/AP
Confronto entre policiais militares e manifestantes na USP deixa ao menos um ferido; grupo pede saída da PM
Confronto entre policiais militares e manifestantes na USP deixa ao menos um ferido; grupo pede saída da PM
 

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