Educação
10/06/2009 - 03h48

USP atribui confronto na universidade a ação de grupo radical

Publicidade

da Folha Online
da Folha de S.Paulo

Atualizado às 04h04.

A reitoria da Universidade de São Paulo emitiu na noite desta terça-feira uma nota lamentando os confrontos entre policiais e manifestantes na Cidade Universitária e atribuindo o conflito a uma "ação isolada" de um "grupo radical". Três pessoas foram detidas e ao menos um estudante acabou ferido após a briga.

Veja imagens do confronto entre policiais e estudantes na USP

Estudantes, funcionários e professores da USP realizaram, na tarde de ontem, protesto em frente à reitoria para pedir o reinício das negociações sobre reajustes com o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) e a retirada da PM do campus da USP.

Almeida Rocha/Folha Imagem
Polícia Militar lança bombas de efeito moral durante manifestação ocorrida nesta terça na USP, zona oeste de São Paulo
Polícia Militar lança bombas de efeito moral durante manifestação ocorrida nesta terça na USP, zona oeste de São Paulo

Desde o dia 1º, policiais militares permanecem na Cidade Universitária para evitar que funcionários, em greve desde 5 de maio, bloqueiem a entrada de prédios. Já as negociações com o conselho estão paradas desde 25 de maio, quando um grupo de estudantes invadiu a reitoria após serem impedidos de participar da reunião por melhorias salariais.

Os grevistas querem reajuste salarial de 16%, mais R$ 200 fixos, além do fim de processos administrativos contra servidores e alunos que participaram de protesto anterior --que resultou em dano ao patrimônio.

Segundo a polícia, o confronto de ontem começou quando manifestantes atacaram os policiais. O sindicato de funcionários nega a acusação e diz que a PM foi quem deu início à briga ao atirar bombas de efeito moral.

Sem aparecer publicamente, a reitora Suely Vilela acompanhou o confronto. Em nota, a reitoria diz que o grupo de manifestantes depredou patrimônios públicos, "resultando em cenas inadmissíveis dentro do ambiente universitário, no qual o diálogo deve ser sempre privilegiado".

Durante toda a tarde e a noite de terça, Vilela foi procurada pela reportagem da Folha para comentar o confronto. Desde o último dia 2, o jornal tenta obter uma entrevista com a reitora, sem sucesso --até hoje, foram feitos ao menos dez pedidos, todos negados. Desde a semana passada, a reitora só se manifesta por meio de notas.

À noite, uma comissão de estudantes, professores e dois deputados estaduais foi recebida pelo vice-reitor, Franco Lajolo, que prometeu a retirada da polícia do campus com a condição de que os manifestantes cessassem os piquetes de greve.

Após reunião em assembleia, os estudantes marcaram uma nova manifestação para a manhã desta quarta-feira em frente ao prédio da reitoria. O grupo pretende realizar uma passeata até a avenida Paulista, segundo a direção do Diretório Central dos Estudantes.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca