Educação
16/06/2009 - 17h46

Professores, funcionários e alunos da USP realizam ato contra reitora e ocupação da PM

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da Agência Brasil

Atualizado às 22h38.

Professores e alunos da USP (Universidade de São Paulo) se reuniram nesta terça-feira no anfiteatro das Faculdades de Geografia e História para realizar o que chamaram de "Ato de Repúdio à Repressão na Universidade". Não há informações sobre o número de pessoas que participaram do protesto.

Durante a manifestação, professores e alunos fizeram um debate sobre a continuidade da campanha que pede a saída imediata da Polícia Militar do campus, a renúncia da reitora Suely Vilela, a retomada das negociações salariais e a realização de eleições diretas para reitor.

Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem
Manifestantes pedem a saída da reitora Suely Vilela e da polícia; reitoria afirma que aumento que grevista pede inviabiliza a USP
Manifestantes pedem a saída da reitora Suely Vilela e da polícia; reitoria afirma que aumento que grevista pede inviabiliza a USP

Os manifestantes também criticaram a possível instalação de cursos a distância na USP.

Protesto

Em seguida, alunos realizaram um protesto que teve início em frente à reitoria e terminou no restaurante do prédio do curso de Química.

O debate foi realizado ao mesmo tempo em que ocorria uma reunião entre Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades do Estado de São Paulo) e o Fórum das Seis --entidade que reúne funcionários, docentes e alunos das três universidades públicas estaduais: USP, Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e da Unesp (Universidade Estadual Paulista).

Debate

O diretor da Adusp (Associação dos Docentes da USP), Marcos Brinati, afirmou que apesar de exigirem a retomada das negociações, os professores só aceitarão conversar quando a Polícia Militar deixar o campus.

"A presença da polícia nos remete à época da ditadura militar e não queremos a polícia aqui fortemente armada atemorizando os movimentos organizados. Não é dessa forma que se resolve os conflitos e a negociação com funcionários, professores e alunos."

A reunião entre o Cruesp e o Fórum das Seis foi marcada para que fossem tratados os termos considerados essenciais para que a retomada das negociações possa ocorrer.

Ao final da reunião entre o Cruesp e o Fórum das Seis, o diretor de base do Sintusp (Sindicato dos Funcionários da USP), Magno de Carvalho, disse que o Cruesp defendeu o fim dos piquetes por parte dos grevistas, enquanto os representantes do Fórum das Seis pediram a saída imediata da Polícia Militar como condição para encerrar as manifestações.

"Para nós, a negociação tem que ser após a retirada da polícia. Isso nós deixamos muito claro." O Sintusp realiza nesta quarta-feira (17) pela manhã uma nova assembleia para decidir se as manifestações continuam ou não.

Agenda

Por meio de nota enviada à imprensa, o Cruesp informou que marcou uma reunião entre as equipes técnicas do Cruesp e do Fórum das Seis para o dia 19 de junho e outra no dia 22 de junho para dar continuidade às negociações.

Na quinta-feira (18), os manifestantes realizam um ato público que começa ao meio-dia no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, e sai em passeata até o Largo São Francisco onde está localizada a Faculdade de Direito da USP e onde está prevista uma manifestação às 14h.

 

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