Professores, funcionários e alunos da USP realizam ato contra reitora e ocupação da PM
da Agência Brasil
Atualizado às 22h38.
Professores e alunos da USP (Universidade de São Paulo) se reuniram nesta terça-feira no anfiteatro das Faculdades de Geografia e História para realizar o que chamaram de "Ato de Repúdio à Repressão na Universidade". Não há informações sobre o número de pessoas que participaram do protesto.
Durante a manifestação, professores e alunos fizeram um debate sobre a continuidade da campanha que pede a saída imediata da Polícia Militar do campus, a renúncia da reitora Suely Vilela, a retomada das negociações salariais e a realização de eleições diretas para reitor.
| Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem |
|
| Manifestantes pedem a saída da reitora Suely Vilela e da polícia; reitoria afirma que aumento que grevista pede inviabiliza a USP |
Os manifestantes também criticaram a possível instalação de cursos a distância na USP.
Protesto
Em seguida, alunos realizaram um protesto que teve início em frente à reitoria e terminou no restaurante do prédio do curso de Química.
O debate foi realizado ao mesmo tempo em que ocorria uma reunião entre Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades do Estado de São Paulo) e o Fórum das Seis --entidade que reúne funcionários, docentes e alunos das três universidades públicas estaduais: USP, Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e da Unesp (Universidade Estadual Paulista).
Debate
O diretor da Adusp (Associação dos Docentes da USP), Marcos Brinati, afirmou que apesar de exigirem a retomada das negociações, os professores só aceitarão conversar quando a Polícia Militar deixar o campus.
"A presença da polícia nos remete à época da ditadura militar e não queremos a polícia aqui fortemente armada atemorizando os movimentos organizados. Não é dessa forma que se resolve os conflitos e a negociação com funcionários, professores e alunos."
A reunião entre o Cruesp e o Fórum das Seis foi marcada para que fossem tratados os termos considerados essenciais para que a retomada das negociações possa ocorrer.
Ao final da reunião entre o Cruesp e o Fórum das Seis, o diretor de base do Sintusp (Sindicato dos Funcionários da USP), Magno de Carvalho, disse que o Cruesp defendeu o fim dos piquetes por parte dos grevistas, enquanto os representantes do Fórum das Seis pediram a saída imediata da Polícia Militar como condição para encerrar as manifestações.
"Para nós, a negociação tem que ser após a retirada da polícia. Isso nós deixamos muito claro." O Sintusp realiza nesta quarta-feira (17) pela manhã uma nova assembleia para decidir se as manifestações continuam ou não.
Agenda
Por meio de nota enviada à imprensa, o Cruesp informou que marcou uma reunião entre as equipes técnicas do Cruesp e do Fórum das Seis para o dia 19 de junho e outra no dia 22 de junho para dar continuidade às negociações.
Na quinta-feira (18), os manifestantes realizam um ato público que começa ao meio-dia no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, e sai em passeata até o Largo São Francisco onde está localizada a Faculdade de Direito da USP e onde está prevista uma manifestação às 14h.
Leia mais sobre a greve da USP
- Diretores da USP lançam manifesto em apoio à reitora; veja quais dirigentes apoiam a reitoria
- Aumento que grevista pede inviabiliza a USP, diz reitoria
- Funcionários, alunos e professores da USP programam passeata para quinta-feira
Leia outras notícias da editoria de Educação
- Estudantes não precisam se preocupar com novo Enem, diz Ministro
- Bolsista tem nota igual ou maior que pagante
Especial


