Educação
18/06/2009 - 16h44

Alunos e funcionários da USP se concentram no largo São Francisco após passeata

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FERNANDA PEREIRA NEVES
Colaboração para a Folha Online

Alunos, docentes e funcionários da USP realizaram uma passeata nesta quinta-feira para protestar contra a presença da PM no campus e para pedir a saída da reitora da universidade, Suely Vilela. A manifestação, que começou no vão livre do Masp, na avenida Paulista, chegou por volta das 15h ao destino, no largo São Francisco --onde fica a Faculdade de Direito. Os manifestantes permanecem no local e fazem discursos em um carro de som.

Não há prejuízos ao tráfego na região. Durante a passeata, no entanto, ocorreram interdições na avenida Paulista e na avenida Brigadeiro Luís Antonio, trajeto dos manifestantes.

Eduardo Knapp/Folha Imagem
Alunos, docentes e funcionários da USP protestam em São Paulo; passeata saiu da Paulista com destino ao largo São Francisco
Alunos, docentes e funcionários da USP protestam em São Paulo; passeata saiu da Paulista com destino ao largo São Francisco

Ao longo da passeata, os manifestantes distribuíram panfletos com um manifesto contra a PM na USP e onde explica os motivos da greve.

Durante a passeata, na esquina das avenidas Paulista e Brigadeiro Luís Antonio, um ovo foi arremessado de um prédio contra os manifestantes, mas não atingiu ninguém. Três garrafas também foram arremessadas, o que causou ferimentos em uma aluna.

Portas fechadas

Segundo a Polícia Militar, 1.200 pessoas estão reunidas em frente ao prédio da Faculdade de Direito --a organização não deu estimativas.

A faculdade amanheceu fechada "como medida preventiva de proteção às pessoas que nela trabalham e circulam", de acordo com nota divulgada pelo diretor João Grandino Rodas.

Para o diretor do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), Magno de Carvalho, fechar o prédio da Faculdade de Direito foi um ato de provocação do diretor do campus.

Em nota, publicada no site da faculdade, a diretoria alega que o fechamento do prédio, no dia em que a manifestação estava marcada, teve também o objetivo de proteger "seu patrimônio histórico e imobiliário, mobiliário e bibliográfico". As provas serão remarcadas, informa a nota.

Comentários dos leitores
eduardo kawamura (1) 29/06/2009 11h39
eduardo kawamura (1) 29/06/2009 11h39
Prezados,
Entendo os motivos de grande parte das críticas tecidas aqui quanto à greve de professores e estudantes das Universidades paulistas. Entendo por que durante 30 anos anos achei que a Universidade Pública seria apenas um lugar de privilegiados, longe da realidade de um jovem pobre da zona leste de São Paulo. Depois de formado, resolvi prestar pedagogia da Unicamp, achando que poderia fazer alguma coisa por aqueles tantos que vi ficarem no caminho, excluídos. Pensei que deveria então montar uma escola, sei lá... a escola pública não tem jeito mesmo!! Conhecendo um pouco mais os mecanismos da educação, políticas públicas, Governo PSDB, pude perceber o quão nefasto era todo este sistema. Em qualquer país que se preste, a educação é de qualidade e gratuita, os professores são bem remunerados e bem formados, não pela internet, como quer o governador. Se alguém aqui realmente está preocupado com a educação pública, deve pensar nisso e acompanhar os projetos de lei aprovadas recentemente, as PLs da educação que precarizam ainda mais o trabalho dos professores. E quem achar que deve ser um"amigo da escola", não deve esquecer da quantidade de impostos que paga para ir lá pintar as paredes que estão caindo por falta de responsabilidade do Estado. Estamos apenas lutando para que todos possam ter o direito de cursar uma escola e universidade públicas com qualidade.
sem opinião
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Rodrigo Marcato (215) 26/06/2009 08h57
Rodrigo Marcato (215) 26/06/2009 08h57
É realmente triste ver a parcialidade de uma parte dos comentários aqui postados. Um que me chamou particularmente a atenção foi "esses grupos que se autodenominam 'antigrevistas' em parte devem ser de dissidentes de chapas que perderam a eleição para o DCE. Outro parece que são pessoas ligadas a partidos de direita e do governo". Ora, então quer dizer que não há nada errado em ligar-se a um partido de esquerda oposicionista mas a um de direita governista não pode? Que falta de bom senso, a esquerda universitária sempre foi filiada ao PSTU e ao seu discurso aberto contra um estrato da sociedade brasileira. Ou alguém desconhece o "contra burguês vote 16"? Ora, no caso dos estudantes dos DCEs e CAs eles SEMPRE gritaram pela derrubada do FHC enquanto este era presidente da república, e pelo meu entendimento isso também é conversa de derrotado em eleição. O que eles falavam basicamente é que o governo do FHC era ilegítimo e por isoo "fora FHC e fora FMI". O fato de ele ter sido bom ou mau presidente não tira a legitimidade que lhe foi conferida pelo voto popular. Se isso é permitido à esquerda porquê não deveria ser permitido à direita? Só acho que extremismo deve ser combatido, seja de esquerda ou de direita. 8 opiniões
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Flávio Ribeiro (11) 25/06/2009 18h35
Flávio Ribeiro (11) 25/06/2009 18h35
Olá Bruno, obrigado pelas informações que eu não sabia, eu tentei apenas simbolizar o quanto considero ultrapassado a concentração de representatividade política a poucos funcíonários.
Permita-me discordar caso esteja tentando dizer que o sistema político da Usp é perfeito ou mesmo "bom", um ambiente tão heterogênio deveria ter mais "focos" de poder político, onde alunos, representantes de cursos, funcionários teriam mais voz.
Como uma entidade pública de ensino e autônoma, ter todas as decisões rogadas a alguns eruditos e membros da sociedade, parece-me mínimamente "impositivo".
A melhora nos sistemas só acontesse quando há o maior número de cabeças pensando.
Aliás, se possível, explique melhor o sistema americano, se não, obrigado assim mesmo.
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