Educação
22/06/2009 - 10h14

PM deixa a USP e trabalhadores prometem suspender piquetes temporariamente

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da Folha Online

A PM (Polícia Militar) deixou o campus Butantã (zona oeste de São Paulo) da USP na manhã desta segunda-feira. Com isso, os grevistas da universidade prometem suspender temporariamente os piquetes, ao menos durante as negociações.

A assessoria de imprensa da USP confirmou a saída, sem, porém, precisar o horário. Os funcionários cruzaram os braços desde o dia 5 de maio.

O diretor de base do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) Magno de Carvalho afirmou que os piquetes não estão descartados e podem voltar a ser feitos a partir de amanhã. Tudo irá depender, segundo ele, do resultado das negociações que ocorrem nesta segunda-feira.

No início das manifestações que culminaram com a greve, houve bloqueios aos prédios da universidade. A PM ocupava a USP desde o início do mês de junho após um pedido da reitora Suely Vilela de modo a fazer o acompanhamento da Justiça para que o mandado de reintegração de posse fosse cumprido.

Devido a presença da PM no campus, professores e estudantes decidiram aderir à greve no dia 5 deste mês. Um confronto entre os PMs e integrantes da universidade deixou dez feridos no último dia 9.

Negociações e reivindicações

Carvalho, diretor do Sintusp, informou que as negociações serão retomadas a partir das 14h desta segunda.

Mais cedo, por volta da 12h, ocorre uma concentração em frente ao prédio da reitoria. Um ato está previsto para ter início às 15h envolvendo representantes das três universidades públicas paulistas.

Os grevistas da USP querem a saída da reitora da universidade, Suely Vilela; reajuste salarial de 16%, mais R$ 200 fixos (o Cruesp oferece 6,05% de aumento); a readmissão do funcionário Claudionor Brandão e o fim de processos administrativos contra alunos e funcionários; e o fim da Universidade Virtual do Estado de SP (Cruesp diz que cursos a distância democratizam o ensino).

Segundo os funcionários, o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) propôs a retomada das negociações a partir de hoje. O Fórum das Seis --que representa funcionários, professores e estudantes das três universidades paulistas--, no entanto, quer a saída da PM do campus para negociar, e a Reitoria sinalizou que pode retirar os policiais, caso os grevistas se comprometam a não fazer novos piquetes.

Comentários dos leitores
eduardo kawamura (1) 29/06/2009 11h39
eduardo kawamura (1) 29/06/2009 11h39
Prezados,
Entendo os motivos de grande parte das críticas tecidas aqui quanto à greve de professores e estudantes das Universidades paulistas. Entendo por que durante 30 anos anos achei que a Universidade Pública seria apenas um lugar de privilegiados, longe da realidade de um jovem pobre da zona leste de São Paulo. Depois de formado, resolvi prestar pedagogia da Unicamp, achando que poderia fazer alguma coisa por aqueles tantos que vi ficarem no caminho, excluídos. Pensei que deveria então montar uma escola, sei lá... a escola pública não tem jeito mesmo!! Conhecendo um pouco mais os mecanismos da educação, políticas públicas, Governo PSDB, pude perceber o quão nefasto era todo este sistema. Em qualquer país que se preste, a educação é de qualidade e gratuita, os professores são bem remunerados e bem formados, não pela internet, como quer o governador. Se alguém aqui realmente está preocupado com a educação pública, deve pensar nisso e acompanhar os projetos de lei aprovadas recentemente, as PLs da educação que precarizam ainda mais o trabalho dos professores. E quem achar que deve ser um"amigo da escola", não deve esquecer da quantidade de impostos que paga para ir lá pintar as paredes que estão caindo por falta de responsabilidade do Estado. Estamos apenas lutando para que todos possam ter o direito de cursar uma escola e universidade públicas com qualidade.
sem opinião
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Rodrigo Marcato (215) 26/06/2009 08h57
Rodrigo Marcato (215) 26/06/2009 08h57
É realmente triste ver a parcialidade de uma parte dos comentários aqui postados. Um que me chamou particularmente a atenção foi "esses grupos que se autodenominam 'antigrevistas' em parte devem ser de dissidentes de chapas que perderam a eleição para o DCE. Outro parece que são pessoas ligadas a partidos de direita e do governo". Ora, então quer dizer que não há nada errado em ligar-se a um partido de esquerda oposicionista mas a um de direita governista não pode? Que falta de bom senso, a esquerda universitária sempre foi filiada ao PSTU e ao seu discurso aberto contra um estrato da sociedade brasileira. Ou alguém desconhece o "contra burguês vote 16"? Ora, no caso dos estudantes dos DCEs e CAs eles SEMPRE gritaram pela derrubada do FHC enquanto este era presidente da república, e pelo meu entendimento isso também é conversa de derrotado em eleição. O que eles falavam basicamente é que o governo do FHC era ilegítimo e por isoo "fora FHC e fora FMI". O fato de ele ter sido bom ou mau presidente não tira a legitimidade que lhe foi conferida pelo voto popular. Se isso é permitido à esquerda porquê não deveria ser permitido à direita? Só acho que extremismo deve ser combatido, seja de esquerda ou de direita. 8 opiniões
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Flávio Ribeiro (11) 25/06/2009 18h35
Flávio Ribeiro (11) 25/06/2009 18h35
Olá Bruno, obrigado pelas informações que eu não sabia, eu tentei apenas simbolizar o quanto considero ultrapassado a concentração de representatividade política a poucos funcíonários.
Permita-me discordar caso esteja tentando dizer que o sistema político da Usp é perfeito ou mesmo "bom", um ambiente tão heterogênio deveria ter mais "focos" de poder político, onde alunos, representantes de cursos, funcionários teriam mais voz.
Como uma entidade pública de ensino e autônoma, ter todas as decisões rogadas a alguns eruditos e membros da sociedade, parece-me mínimamente "impositivo".
A melhora nos sistemas só acontesse quando há o maior número de cabeças pensando.
Aliás, se possível, explique melhor o sistema americano, se não, obrigado assim mesmo.
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