Deputado propõe eleições diretas nas universidades de SP; grevistas fazem ato na USP
CLAYTON FREITAS
da Folha Online
O deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) protocolou nesta segunda-feira na Assembleia Legislativa um projeto de lei propondo que as eleições nas três universidades públicas paulistas --USP, Unicamp e Unesp-- sejam feitas de forma direta.
Segundo ele, a comunidade acadêmica seria responsável por eleger o reitor e o vice-reitor das instituições. Giannazi acompanha nesta segunda os grevistas em um ato realizado em frente ao prédio da reitoria da USP, no campus Butantã (zona oeste de São Paulo).
Funcionários da universidade decidiram entrar em greve em 5 de maio. Em resposta à entrada da PM no campus, parte dos professores e estudantes da USP também aderiu à greve em 5 de junho. Eles reivindicam, entre outros itens, a saída da reitora Suely Vilela.
Para marcar a retomada das negociações, os grevistas organizaram uma festa junina, com barraquinhas feitas de bambu, bandeiras coloridas e comidas típicas --como doces e quentão.
As barracas foram estilizadas de modo a trazer críticas a integrantes do governo do Estado e da USP. Em uma delas, garrafas PET formam o nome da reitora, Suely Vilela. Em outra, no jogo de dados, os grevistas são convidados a acertar a boca do governador José Serra (PSDB) em imagem do tucano empunhando uma arma.
Até por volta das 15h, não havia registro de tumultos e apenas guardas da própria universidade monitoram as atividades dos manifestantes. A Polícia Militar, que ocupava o campus, deixou o local hoje por determinação da reitoria, para a reunião entre o Fórum das Seis --que representa funcionários, professores e estudantes das três universidades paulistas (USP, Unesp e Unicamp)-- e o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas).
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Entendo os motivos de grande parte das críticas tecidas aqui quanto à greve de professores e estudantes das Universidades paulistas. Entendo por que durante 30 anos anos achei que a Universidade Pública seria apenas um lugar de privilegiados, longe da realidade de um jovem pobre da zona leste de São Paulo. Depois de formado, resolvi prestar pedagogia da Unicamp, achando que poderia fazer alguma coisa por aqueles tantos que vi ficarem no caminho, excluídos. Pensei que deveria então montar uma escola, sei lá... a escola pública não tem jeito mesmo!! Conhecendo um pouco mais os mecanismos da educação, políticas públicas, Governo PSDB, pude perceber o quão nefasto era todo este sistema. Em qualquer país que se preste, a educação é de qualidade e gratuita, os professores são bem remunerados e bem formados, não pela internet, como quer o governador. Se alguém aqui realmente está preocupado com a educação pública, deve pensar nisso e acompanhar os projetos de lei aprovadas recentemente, as PLs da educação que precarizam ainda mais o trabalho dos professores. E quem achar que deve ser um"amigo da escola", não deve esquecer da quantidade de impostos que paga para ir lá pintar as paredes que estão caindo por falta de responsabilidade do Estado. Estamos apenas lutando para que todos possam ter o direito de cursar uma escola e universidade públicas com qualidade.
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Permita-me discordar caso esteja tentando dizer que o sistema político da Usp é perfeito ou mesmo "bom", um ambiente tão heterogênio deveria ter mais "focos" de poder político, onde alunos, representantes de cursos, funcionários teriam mais voz.
Como uma entidade pública de ensino e autônoma, ter todas as decisões rogadas a alguns eruditos e membros da sociedade, parece-me mínimamente "impositivo".
A melhora nos sistemas só acontesse quando há o maior número de cabeças pensando.
Aliás, se possível, explique melhor o sistema americano, se não, obrigado assim mesmo.
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