Reunião entre reitores e grevistas termina sem acordo na USP
FERNANDA PEREIRA NEVES
Colaboração para a Folha Online
Terminou sem acordo a reunião do Fórum das Seis --que representa funcionários, professores e estudantes das três universidades paulistas (USP, Unesp e Unicamp)-- com o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas), na tarde desta segunda-feira, no campus Butantã da USP, na zona oeste de São Paulo. Os funcionários estão em greve desde o dia 5 de maio e parte dos professores e alunos aderiram à paralisação no dia 5 de junho.
O Cruesp manteve a proposta de reajuste de 6,05%. A categoria reivindica reajuste salarial de 16%, a readmissão do funcionário Claudionor Brandão, a suspensão dos processos administrativos contra alunos e funcionários; e o fim da Universidade Virtual do Estado de SP (cursos à distância).
O Fórum das Seis se reúne no final da tarde de hoje para avaliar o que foi discutido com o Cruesp. Uma nova reunião entre as duas entidades foi marcada para a próxima segunda-feira (29). O horário ainda não foi definido.
"Esperava um pouco de bom senso por parte dos reitores. Eles não querem negociar. Apenas dão a justificativa de que o orçamento da universidade não permite a elevação salarial que o Cruesp pede", disse Otaviano Helene, presidente do Adusp (Associação dos Docentes da USP).
Nesta terça-feira (23), as três entidades de classe da USP realizam assembleias para discutirem sobre a reunião de hoje. O Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) se reúne às 10h no anfiteatro do curso de história e o Adusp às 16h no anfiteatro da curso de geografia. Os estudantes se reunirão às 18h, mas não informaram qual o local foi escolhido.
Renúncia
Segundo Helene, a saída da reitora Suely Vilela e a saída da Polícia Militar do campus não faziam parte da pauta de reivindicações, apesar de várias entidades do Fórum das Seis se posicionarem a favor da renúncia da reitora.
A PM deixou o campus Butantã da USP na manhã desta segunda-feira. Os policiais ocupavam a universidade desde o início do mês de junho após um pedido da reitora, como forma de fazer o acompanhamento da Justiça para que o mandado de reintegração de posse fosse cumprido.
Devido a presença da PM no campus, professores e estudantes decidiram aderir à greve no dia 5 deste mês. Um confronto entre os PMs e integrantes da universidade deixou dez feridos no último dia 9.
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