Professores e funcionários da Unicamp decidem suspender greve
MAURÍCIO SIMIONATO
da Agência Folha, em Campinas
Professores e funcionários da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) decidiram nesta terça-feira, em assembleias, suspender a greve após a retomada das negociações com os reitores e a saída da Polícia Militar do campus da USP (Universidade de São Paulo), na segunda-feira (22).
A greve dos professores da Unicamp havia sido deflagrada faz uma semana. Já a paralisação dos servidores --que completou nesta terça-feira 25 dias-- está marcada para acabar oficialmente nesta quinta-feira (45). Os funcionários marcaram para a quarta-feira um ato de protesto em frente à reitoria da Unicamp.
Segundo a direção da Unicamp, a greve teve adesão de 5% das duas categorias e apenas quatro unidades da área de humanas aderiram. O setor da saúde não foi afetado. A Unicamp tem 1.729 professores, 7.850 funcionários e 31,8 mil estudantes de graduação e pós-graduação.
Para o STU (Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp), cerca de 40% dos servidores aderiram ao movimento, mas a greve teve baixa adesão na área da saúde.
Unesp
Na Unesp (Universidade Estadual Paulista), servidores decidiram hoje manter a paralisação, segundo o sindicato da categoria, em pelo menos dois dos nove campi em greve parcial: Araçatuba e Marília. Algumas assembleias não haviam sido encerradas até o fim da tarde.
Já os professores da Unesp realizam suas reuniões nos 23 campi até o fim desta semana para decidir se mantêm a paralisação, segundo a Adunesp (Associação dos Docentes da Unesp).
A Unesp informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que até hoje os professores aderiram ao movimento em dois dos 23 campi: Assis e Marília. A universidade informou ainda que houve paralisação parcial de servidores em 9 de suas 32 unidades.
A Unesp tem 6.984 funcionários, 3.354 professores, e 46.456 alunos de graduação e pós-graduação.
Os grevistas da USP, Unicamp e Unesp reivindicam reajuste salarial de 16%, mais um valor extra de R$ 200 fixo.
Em nota emitida nesta segunda-feira (22), o Cruesp (Conselho dos Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo) reiterou a proposta de 6,05% de reajuste.
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