Professores, funcionários e alunos da USP negociam fim da greve nesta segunda
Colaboração para a Folha Online
O Fórum das Seis --que representa funcionários, professores e estudantes das três universidades paulistas (USP, Unesp e Unicamp)-- e o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) voltam a se reunir na tarde desta segunda-feira para discutir as reivindicações dos grevistas, que podem apresentar uma contraproposta salarial.
Segundo o Adusp (Associação dos Docentes da USP), a reunião está programada para ter início às 14h, mas antes os grevistas devem realizar um ato em frente ao prédio da reitoria da USP --local da reunião.
Esse é o segundo encontro para negociações realizado desde a saída da Polícia Militar no campus Butantã da USP, na zona oeste de São Paulo, na semana passada. A primeira reunião entre os dois grupos terminou sem acordo na última segunda-feira. Os funcionários da universidade estão com as atividades paralisadas desde o dia 5 de maio, enquanto os professores e alunos aderiram à paralisação um mês depois.
Segundo o diretor de base do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), Magno de Carvalho, existe a possibilidade de o Fórum dos Seis apresentar uma contra proposta em relação a questão salarial. Os grevistas reivindicam reajuste de 16%, mais R$ 200 fixos. O Cruesp oferece 6,05% de aumento.
Outra reivindicação dos grevistas é a readmissão do funcionário Claudionor Brandão e o fim de processos administrativos contra alunos e funcionários; e o fim da Universidade Virtual do Estado de SP (Cruesp diz que cursos a distância democratizam o ensino).
Unicamp
Na semana passada, os professores e funcionários da Unicamp decidiram suspender a greve. Segundo a assessoria da universidade, a paralisação possuía baixa adesão e todos os setores estão com o funcionamento normalizado. Mesmo assim, o reitora da Unicamp participa das negociações desta segunda.
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Entendo os motivos de grande parte das críticas tecidas aqui quanto à greve de professores e estudantes das Universidades paulistas. Entendo por que durante 30 anos anos achei que a Universidade Pública seria apenas um lugar de privilegiados, longe da realidade de um jovem pobre da zona leste de São Paulo. Depois de formado, resolvi prestar pedagogia da Unicamp, achando que poderia fazer alguma coisa por aqueles tantos que vi ficarem no caminho, excluídos. Pensei que deveria então montar uma escola, sei lá... a escola pública não tem jeito mesmo!! Conhecendo um pouco mais os mecanismos da educação, políticas públicas, Governo PSDB, pude perceber o quão nefasto era todo este sistema. Em qualquer país que se preste, a educação é de qualidade e gratuita, os professores são bem remunerados e bem formados, não pela internet, como quer o governador. Se alguém aqui realmente está preocupado com a educação pública, deve pensar nisso e acompanhar os projetos de lei aprovadas recentemente, as PLs da educação que precarizam ainda mais o trabalho dos professores. E quem achar que deve ser um"amigo da escola", não deve esquecer da quantidade de impostos que paga para ir lá pintar as paredes que estão caindo por falta de responsabilidade do Estado. Estamos apenas lutando para que todos possam ter o direito de cursar uma escola e universidade públicas com qualidade.
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Permita-me discordar caso esteja tentando dizer que o sistema político da Usp é perfeito ou mesmo "bom", um ambiente tão heterogênio deveria ter mais "focos" de poder político, onde alunos, representantes de cursos, funcionários teriam mais voz.
Como uma entidade pública de ensino e autônoma, ter todas as decisões rogadas a alguns eruditos e membros da sociedade, parece-me mínimamente "impositivo".
A melhora nos sistemas só acontesse quando há o maior número de cabeças pensando.
Aliás, se possível, explique melhor o sistema americano, se não, obrigado assim mesmo.
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