Educação
30/06/2009 - 10h26

Professores, alunos e funcionários da USP fazem assembleia para discutir greve

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Colaboração para a Folha Online

Os professores, alunos e funcionários da USP (Universidade de São Paulo) realizam nesta terça-feira assembleias para discutir a reunião realizada ontem (29) entre o Fórum das Seis --que representa funcionários, professores e estudantes das três universidades paulistas (USP, Unesp e Unicamp)-- com o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas), no prédio da reitoria da USP.

Na ocasião, os grevistas apresentaram uma contraproposta salarial ao conselho dos reitores. Segundo Magno de Carvalho, diretor de base do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), o Cruesp propôs reajuste de 5%, mais R$ 100, além do comprometimento de retornar as negociações no segundo semestre para discutir um novo reajuste. Inicialmente, os membros do fórum reivindicavam reajuste de 16%, mais R$ 200 fixos.

Mesmo com a contraproposta, a reunião terminou sem acordo. Segundo a reitoria da USP, o Cruesp manteve a proposta de reajuste único de 6,05%. "O Cruesp está irredutível. Eles em momento algum demonstram interesse em negociar. Eles apresentaram um valor e se recusar a mudar", afirmou o professore João Chaves, presidente do Adunesp (Associação dos Docentes da Unesp) e coordenador do Fórum das Seis.

Outra reivindicação dos grevistas é a readmissão do funcionário Claudionor Brandão e o fim de processos administrativos contra alunos e funcionários; e o fim da Universidade Virtual do Estado de SP (Cruesp diz que cursos a distância democratizam o ensino).

Segundo os representantes das entidades, o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) se reúne às 12h em frente à reitoria e o Adusp às 16h no anfiteatro da Faculdade de Geografia. Já os estudantes se reunirão às 18h, também na frente do prédio da reitoria.

Segundo Carvalho, os funcionários da USP podem decidir pelo fim da greve. De acordo com o diretor da instituição, a paralisação seria temporária, podendo ser retomada no segundo semestre. Hoje, os funcionários ainda discutem a pauta específica com a reitoria da universidade, onde devem abordar pontos como auxilio alimentação e plano de carreira.

Os funcionários da USP estão em greve desde 5 de maio, já os professores e estudantes da universidade aderiram a paralisação em 5 de junho. Na Unesp, a paralisação dos professores atinge dois campi --Assis e Marília--, e a dos funcionários, nove. A Unicamp suspendeu a greve na semana passada.

 

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