Educação
30/06/2009 - 13h57

Funcionários da USP se reúnem com reitoria e podem encerrar greve

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FERNANDA PEREIRA NEVES
Colaboração para a Folha Online

Os funcionários da USP se reuniram com a reitoria na manhã desta terça-feira e iniciaram acordo que pode colocar fim à greve iniciada no dia 5 de maio. No encontro de hoje, foram discutidos pontos da pauta específica da categoria, que incluem reivindicações relacionadas aos auxílios e benefícios dos servidores, além de mudanças do plano de carreira.

De acordo com Magno de Carvalho, diretor de base do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), a reitoria acatou algumas das reivindicações, mas colocou como condição para oficializar o acordo, o compromisso da categoria em encerrar à greve.

Carvalho não informou quais foram as reivindicações aceitas porque aguarda documento da reitoria por escrito, que deve ser entregue ainda na tarde de hoje. Em seguida, os grevistas devem votar pelo possível fim da paralisação.

Caso o retorno ao trabalho seja aceito, funcionários atenderão ao indicativo dado ontem pelo Fórum das Seis --que representa funcionários, professores e estudantes das três universidades paulistas (USP, Unesp e Unicamp)-- que, após reunião com o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas), discutiu a pauta conjunta de professores, funcionários da USP e da Unesp. A Unicamp encerrou a greve na semana passada.

No encontro de ontem, um acordo foi estabelecido entre os grevistas e o conselho de reitores. Ainda assim, o Fórum optou pelo indicativo de fim da greve devido ao enfraquecimento do movimento, afirmaram representantes do Sintusp.

Os funcionários da USP estão em greve desde 5 de maio, já os professores e parte dos estudantes da universidade aderiram a paralisação em 5 de junho. Na Unesp, a paralisação dos professores atinge dois campi --Assis e Marília--, e a dos funcionários, nove. A Unicamp suspendeu a greve na semana passada.

Inicialmente, os membros do Fórum reivindicavam reajuste de 16%, mais R$ 200 fixos. Na reunião de ontem, os grevistas apresentaram uma contraproposta salarial ao conselho dos reitores. Segundo o Sintusp, o Cruesp propôs reajuste de 5%, mais R$ 100, além do comprometimento de retornar as negociações no segundo semestre para discutir um novo reajuste.

Comentários dos leitores
eduardo kawamura (1) 29/06/2009 11h39
eduardo kawamura (1) 29/06/2009 11h39
Prezados,
Entendo os motivos de grande parte das críticas tecidas aqui quanto à greve de professores e estudantes das Universidades paulistas. Entendo por que durante 30 anos anos achei que a Universidade Pública seria apenas um lugar de privilegiados, longe da realidade de um jovem pobre da zona leste de São Paulo. Depois de formado, resolvi prestar pedagogia da Unicamp, achando que poderia fazer alguma coisa por aqueles tantos que vi ficarem no caminho, excluídos. Pensei que deveria então montar uma escola, sei lá... a escola pública não tem jeito mesmo!! Conhecendo um pouco mais os mecanismos da educação, políticas públicas, Governo PSDB, pude perceber o quão nefasto era todo este sistema. Em qualquer país que se preste, a educação é de qualidade e gratuita, os professores são bem remunerados e bem formados, não pela internet, como quer o governador. Se alguém aqui realmente está preocupado com a educação pública, deve pensar nisso e acompanhar os projetos de lei aprovadas recentemente, as PLs da educação que precarizam ainda mais o trabalho dos professores. E quem achar que deve ser um"amigo da escola", não deve esquecer da quantidade de impostos que paga para ir lá pintar as paredes que estão caindo por falta de responsabilidade do Estado. Estamos apenas lutando para que todos possam ter o direito de cursar uma escola e universidade públicas com qualidade.
sem opinião
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Rodrigo Marcato (215) 26/06/2009 08h57
Rodrigo Marcato (215) 26/06/2009 08h57
É realmente triste ver a parcialidade de uma parte dos comentários aqui postados. Um que me chamou particularmente a atenção foi "esses grupos que se autodenominam 'antigrevistas' em parte devem ser de dissidentes de chapas que perderam a eleição para o DCE. Outro parece que são pessoas ligadas a partidos de direita e do governo". Ora, então quer dizer que não há nada errado em ligar-se a um partido de esquerda oposicionista mas a um de direita governista não pode? Que falta de bom senso, a esquerda universitária sempre foi filiada ao PSTU e ao seu discurso aberto contra um estrato da sociedade brasileira. Ou alguém desconhece o "contra burguês vote 16"? Ora, no caso dos estudantes dos DCEs e CAs eles SEMPRE gritaram pela derrubada do FHC enquanto este era presidente da república, e pelo meu entendimento isso também é conversa de derrotado em eleição. O que eles falavam basicamente é que o governo do FHC era ilegítimo e por isoo "fora FHC e fora FMI". O fato de ele ter sido bom ou mau presidente não tira a legitimidade que lhe foi conferida pelo voto popular. Se isso é permitido à esquerda porquê não deveria ser permitido à direita? Só acho que extremismo deve ser combatido, seja de esquerda ou de direita. 8 opiniões
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Flávio Ribeiro (11) 25/06/2009 18h35
Flávio Ribeiro (11) 25/06/2009 18h35
Olá Bruno, obrigado pelas informações que eu não sabia, eu tentei apenas simbolizar o quanto considero ultrapassado a concentração de representatividade política a poucos funcíonários.
Permita-me discordar caso esteja tentando dizer que o sistema político da Usp é perfeito ou mesmo "bom", um ambiente tão heterogênio deveria ter mais "focos" de poder político, onde alunos, representantes de cursos, funcionários teriam mais voz.
Como uma entidade pública de ensino e autônoma, ter todas as decisões rogadas a alguns eruditos e membros da sociedade, parece-me mínimamente "impositivo".
A melhora nos sistemas só acontesse quando há o maior número de cabeças pensando.
Aliás, se possível, explique melhor o sistema americano, se não, obrigado assim mesmo.
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