Professores da USP anunciam fim da greve; aulas serão repostas
da Folha Online
Os professores da USP (Universidade de São Paulo) decidiram, em assembleia realizada na noite desta terça-feira, suspender a greve que ocorria desde o dia 5 de junho. O anuncio do fim da paralisação ocorreu no mesmo dia em que os funcionários da universidade também optaram por voltar ao trabalho, após 57 dias.
Os funcionários da USP estavam em greve desde 5 de maio, já os professores aderiram a paralisação em 5 de junho.
Apesar do fim da paralisação, a Adusp (Associação dos Docentes da USP) informou que a pauta de reivindicações salariais foi mantida e deve ser retomada no segundo semestre deste ano --entre outras reivindicações.
Ainda segundo a Adusp, as aulas devem ser repostas e os alunos serão comunicados sobre o calendário dos cursos de graduação.
Cerca de 120 docentes participaram da assembleia, que começou as 16h no anfiteatro na Faculdade de Geografia e só terminou à noite.
Funcionários
A decisão dos funcionários foi tomada após a reitoria da USP aceitar algumas das reivindicações apresentadas na pauta específica da categoria. Entre os pontos aceitos pela universidade estão os reajustes do auxílio-alimentação, auxílio-refeição, auxílio-creche, além da implantação do auxílio-educação especial, que deve atender dependentes dos funcionários que possuem algum tipo de deficiência física.
Também ficou determinado pelo acordo que os funcionários não terão desconto de salário pelo tempo de paralisação. A reitoria ainda se comprometeu a não punir ninguém por qualquer ato durante a paralisação.
Mesmo sem acordo quanto à pauta conjunta, o Fórum das Seis --que representa funcionários, professores e estudantes das três universidades paulistas (USP, Unesp e Unicamp)-- sinalizou ontem o retorno ao trabalho devido ao enfraquecimento do movimento, informaram representantes do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP).
Com o fim da greve os funcionários devem retornar ao trabalho nesta quarta-feira (1). Os funcionários dos outros campi da USP, ainda em greve --Ribeirão Preto, Piracicaba, Pirassununga e São Carlos--, devem realizar assembleias amanhã para decidir pelo possível fim da paralisação.
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