Leia íntegra do bate-papo com editora de Treinamento da Folha sobre jornalismo diário
da Folha Online
A jornalista Ana Estela de Sousa Pinto, 44, editora de Treinamento da Folha de S.Paulo, participou de bate-papo nesta quinta-feira (20) sobre seu livro "Jornalismo Diário", da ed. Publifolha, que será lançado no próximo sábado em São Paulo.
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| Jornalista Ana Estela de Sousa Pinto, 44, entrou na Folha de S.Paulo pelo Programa de Treinamento, em 1988 |
Participaram do bate-papo 282 internautas. Veja a agenda de bate-papo do UOL .
O texto abaixo reproduz exatamente a maneira como os participantes digitaram suas perguntas e respostas.
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Bem-vindo ao Bate-papo com Convidados do UOL. Converse agora com Ana Estela de Sousa Pinto sobre o livro "Jornalismo Diário: Reflexões, Recomendações, Dicas e Exercícios". Para enviar sua pergunta, selecione o nome do convidado no menu de participantes. É o primeiro da lista.
(05:03:59) ana estela: Oi pra todo mundo
(05:05:09) Carol Lisboa* fala para ana estela: Como funciona esse treinamento?? Vcs sao mts exigentes no mercado de trabalho?? (kkk)
(05:05:48) ana estela: Carol, o treinamento tem exercícios e conversas sobre o dia a dia de um jornal diário.Dura quatro meses. Tempo integral.Sim, a vida é bem dura num jornal (risos)
(05:06:09) Lanna-to aqui! fala para ana estela: ana, sei que todas sao importantes, mas que parte do livro deu mais trabalhopara escrever?
(05:06:38) ana estela: Lanna, que bom que vc apareceu! A mais difícil foram os agradecimentos (risos). Eu queria agradecer pra tanta gente.... Mas não cabia....
(05:06:44) M.Paes fala para ana estela: Olá Ana Estela. Te conheci através de uma professora que te segue pelo twitter e te achei maravilhosa assim como teus textos também. To te conhecendo aos poucos, e quando te formastes, começastes como trainee tambem?
(05:07:21) ana estela: Oi, M.Paes. Obrigada, né? Fiquei vermelha, agora (rsrs). Sim, eu comecei como trainee aqui da Folha. Eu era agrônoma. E muito, muito foca
(05:07:27) ramiro fala para ana estela: ANA, uma questão gerencial : um jornalista é um bom editor e vice versa?
(05:08:19) ana estela: Ramiro, obrigada pela sugestão do bate-papo! O ideal é que todo editor seja um bom jornalista. Nem todo bom jornalista é bom editor. Cada um com suas afinidades.
(05:08:31) fabiofariasf fala para ana estela: Sem querer "furar" o livro, mas quais são as principais dicas? o que diferencia ele dos demais?
(05:09:08) ana estela: Fabio, não dá pra falar em principais dicas, porque há centenas delas no livro. Eu quis fazer um livro bem pé no chão, bem prático, mesmo, baseado em exemplos reais e em sugestões práticas
(05:09:20) Carol Lisboa* fala para ana estela: Como foi p/ vc trabalhar em tantos jornais??
(05:10:20) ana estela: Carol, eu trabalhei em veículos diferentes, mas sempre nesta mesma empresa. Adoraria saber como é trabalhar em outros veículos, deve ser desafiante, a gente deve aprender muito. Mas, infelizmente, isso não aconteceu. Ainda (rsrsrs)
(05:10:56) Arlison fala para ana estela: Quanto tempo demorou para reunir o matérial para o livro?
(05:11:33) ana estela: Arlison, eu fui guardando por mais ou menos oito anos. O livro foi escrito em três meses, mais ou menos, mas muita coisa eu havia escrito antes, durante os vários programas de treinamento que coordenei
(05:11:45) Jeff fala para ana estela: Olá, não sou estudando de Jornalismo, sou advogado, mas o que a não exigência do diploma atrapalha na contratação do novo profissional?
(05:12:33) ana estela: Jeff, não atrapalha em nada. A Folha sempre contratou gente de outras áreas. Em jornalismo, o fundamental é ser inteligente, ser crítico, saber encontrar e hierarquizar informação, e saber escrever
(05:12:45) Tavares fala para ana estela: Qual foi a intenção de escrever esse livro para focas? Você pretende que ele seja utilizado nas faculdades?
(05:13:28) ana estela: Tavares, eu quero, claro que ele seja usado por todo mundo que achar ele útil. A intenção foi fazer algo útil, que ajude quem tem interesse por jornal diário
(05:13:40) Taleban fala para ana estela: Ana, vc acha que o seu livro pode ser usado pra quem n"ao é jornalista e quer estrar pra profissão agora que o diploma não é obrigatório?
(05:14:58) ana estela: Taleban, uma coisa que eu escrevo logo no começo do livro é que ele é apenas uma parte no aprendizado da profissão. Sozinho, ele ajuda pouco. É preciso também praticar, refletir sobre o que se faz, ser criticado, refazer. O livro não pretende esgotar todas as técnicas e práticas da profissão. Isso seria impossível. Mas acho que ele pode ser uma boa introdução pra quem é de outras áreas. Pelo menos é o que eu espero. Muito (rsrs)
(05:15:10) Thiago fala para ana estela: Boa tarde, Ana! Parabéns pelo livro... Minha dúvida é a seguinte, resolvi voltar pra faculdade e estudar jornalismo, minha 1a formação é em Ciências Sociais, mas quero trabalhar na área de jornalismo internacional, qual conselho você me dá para eu conseguir um emprego na área e não ficar para trás já que agora estou numa 2a graduação?
(05:16:15) ana estela: Thiago, meu conselho é que vc participe de todas as seleções que puder. Agora mesmo, estão abertas inscrições pro curso de trainees da Abril, e eles passaram a aceitar candidatos de outras áreas. No meu blog tem o link, se vc quiser ver: novoemfolha.folha.blog.uol.com.br Aproveite também a faculdade para praticar bastante
(05:16:27) ANGELICA fala para ana estela: ana, o que vc tentou traduzir para os focas no livro sobre sua vasta experiência jornalística?
(05:17:27) ana estela: Ah, Angelica, não sei se posso chamar minha experiência de vasta... Foram só 21 anos até agora (rsrsrs). Mas eu tentei dar dicas bem práticas, coisas que aprendi com colegas bem melhores e mais experientes que eu. Vários deles, inclusive, colaboram dando suas próprias dicas no livro
(05:18:02) ramiro fala para ana estela: quais características têm um editor que o diferenciam de um jornalista?
(05:18:56) ana estela: Ramiro, editor é uma função jornalística. Um jornalista pode ocupar várias funções: redator, repórter, editor, pauteiro, produtor etc. O editor é o chefe de uma seção. É quem toma decisões finais sobre uma determinada área de cobertura.
(05:19:02) Cristina fala para ana estela: oi ana, tudo bem? eu queria saber qual o perfil que vocês buscam para os trainees da folha! e se não tiver um perfil propriamente dito, ao menos alguns pontos mais relevantes no currículo ou história dos participantes
(05:20:09) ana estela: Cristina, não há, mesmo, um perfil específico. A gente procura pessoas que sejam talentosas e tenham muito interesse em trabalhar em jornal diário. Mas o perfil varia. Algumas têm excelente formação, outras viajaram muito e têm interesses variados, outras escrevem muito bem e aí por diante
(05:20:27) fabiofariasf fala para ana estela: O que é mais importante para o curriculo de um jornalista?
(05:21:03) ana estela: Fabio, isso vai variar muito de acordo com a vaga que ele está pleiteando. Em alguns casos, pode ser experiência. Em outras, será o domínio de idiomas. Em outras, uma especialização. Varia muito.
(05:21:09) Paula Fazzio fala para ana estela: já tem planos para um próximo livro?
(05:21:51) ana estela: Paula, já tenho planos pra mais três (risos). Juro!!! (risos). E hoje, conversando com meu marido, q também é jornalista, tive ideia para um quarto!! Mas ele não se entusiasmou. =(
(05:22:03) Cristina fala para ana estela: Ana, eu estou no 7o período de jornalismo, já pensando nos próximos passos como uma outra faculdade, uma pós-graduação ou curso. Que dica você daria para um profissional recém formado? Acha que é importante ter uma especialização ou, no fim das contas, é a prática que conta mais?
(05:22:58) ana estela: Cristina, eu acho a prática muito importante, tanto quanto a formação. O ideal (não me xingue, em!?) é vc tentar fazer as duas coisas: começar a praticar e continuar estudando. Aliás, gente, jornalista tem que continuar estudando pro resto da vida. E isso é uma das coisas LEGAIS desta profissão
(05:23:22) ANGELICA fala para ana estela: Ana, no livro vc aborda algo sobre o jornalismo praticado no interior e nas capitais? Quem sai da experiência de um jornal pequeno do interior pode se dar bem em uma grande redação? Quais as principais dificuldades?
(05:24:31) ana estela: Angelica, pode, claro. Outro dia mesmo um colega querido aqui da Folha, o Ricardo Gallo, contou lá no blog como ele passou de um jornal pequeno para repórter aqui com a gente. Difícil falar nas principais dificuldades, vai variar tanto de pessoa pra pessoa, de vaga pra vaga. Mas o principal é não desisitir. Se a gente desistir, é 100% de certeza que não vai conseguir =)
(05:24:50) Letícia fala para ana estela: Olá, Ana, sou estudante de Jornalismo e percebo que na seleção para o treinamento vocês escolhem pessoas com perfis diversos. Qual seria o diferencial ou qual dica você daria para quem quer participar do treinamento da Folha?
(05:25:32) ana estela: Leticia, a dica vai parecer bem boba, mas é a mais honesta que possso dar: insista, não desista, e seja você mesmo. E leve a ficha de inscrição a sério. Ela serve pra gente conhecer os candidatos.
(05:25:32) Marcela fala para ana estela: Ana, você acha que o seu livro pode auxiliar os vestibulandos que ainda tem dúvidas quanto a escolha no curso de jornalismo?
(05:26:20) ana estela: Curioso, Marcela, mas ontem mesmo um vestibulando me escreveu com essa dúvida, e a Cris, minha assistente no blog, achou que eu deveria sugerir a ele que lesse o livro. Acho que até pode mesmo ajudar, porque ele descreve o dia a dia de um jornal com bastante detalhe
(05:26:27) fernando_ fala para ana estela: Oi, Ana, sou estudante de jornalismo e atualmente faço estágio em Comunicação Corporativa de uma multinacional. Nunca trabalhei com jornalismo, mas faço a faculdade para ser jornalista mesmo. Será que estou perdedo tempo? A idéia é, como nunca tinha estagiado, essa seria uma experiência inicial, mas me pergunto até que ponto mesmo isso conta para a construção do profissional de jornalismo...
(05:27:22) ana estela: Fernando, pode ajudar se, no seu trabalho, você estiver fazendo fontes, entendendo bem de um setor e aperfeiçoando seu texto. Depois de algum tempo, se sentir que não está aprendendo muito, tente achar um trabalho num veículo de comunicação
(05:27:27) Lide fala para ana estela: Prezada Ana Estela, é uma satisfação conversar com você. O fim da exigência do diploma para trabalhar em jornalismo me parece resultante da maior importância que hoje se dá ao "conhecimento". Para exercer esta ou aquela habilidade, técnica ou científica, ganham relevo o domínio de teorias específicas, o apreço pela cultura interdisciplinar e uma convicção ética, creio eu, que conforme a divergência e a tolerância. Atributos que os certificados por si sós nem sempre conseguem oferecer. A vivência escolar deve (ou deveria), de forma básica, prover o indivíduo dos meios necessários para ele ser um leitor atento, empenhado em analisar e um estudioso permanente. Gostaria de saber o que você pensa a esse respeito e muitíssimo obrigado por sua atenção.
(05:28:28) ana estela: Lide, concordo com as qualidades que vc acha necessárias para um bom profissional.
(05:28:36) Léééé fala para ana estela: Estou pensando em ser jornalista e gostaria de saber o que é melhor e pior na vida cotidiana da profissão.
(05:30:30) ana estela: Ih, Lééééé, essa é bem difícil, em!? rsrsrs Se você perguntar pra mil jornalistas, cada um vai ter uma lista diferente de melhores e piores (risos). O que eu acho melhor é ter a possibilidade de fazer a diferença na vida das pessoas, de dar informações úteis, de trazer informações relevantes que alguém queria esconder. O pior talvez seja você perceber todo dia que poderia ter feito algo melhor ontem...
(05:31:09) Lilili fala para ana estela: Ana, no seu trabalho e no seu livro você aborda novas mídias?? Alguns dizem que o jornal impresso morrerá logo.....
(05:31:52) ana estela: Lilili, eu abordo fundamentos básicos do jornalismo que valem pra qualquer plataforma --não importa se é impresso ou se é digital. Mas a minha opinião é a de que o jornal impresso não morrerá logo. Vamos ver, né?
(05:32:01) ANGELICA fala para ana estela: Ana, ser jornalista em qualquer lugar representa mesmo trabalhar muito, ganhar pouco e ralar bastante?
(05:33:01) ana estela: Angelica, ser jornalista é TRABALHAR MUITO. Pode ser ganhar pouco, ganhar mais ou menos, ou até ganhar muito (mais raro, mas existe). Mas, se vc parar pra pensar, em qualquer profissão, pra ter sucesso mesmo, fazer a diferença de verdade, é preciso ralar bastante, né?
(05:33:11) Arlison fala para ana estela: Qual sua opinião sobre o surgimento de novos blogs que oferecem dicas para estudantes de jornalismo?
(05:33:32) ana estela: Arlison, acho que informação sempre é bom. Há ótimos blogs para quem gosta de jornalismo.
(05:33:38) Sérgio Ramos fala para ana estela: Boa Tarde a todos, Ana quais são os seus Mestres, de que fontes você bebe no Jornalismo?
(05:34:38) ana estela: Sérgio, tenho vários "mestres", tantos que seria injusto mencionar um. E não são só os figurões, não, sabia. Já aprendi muito com colegas que têm menos experi^^encia que eu, com meus trainees, meus alunos
(05:34:44) dorinha fala para ana estela: Última tentativa: qual a maior dificuldade na composição do livro, Ana?
(05:35:34) ana estela: Dorinha, acho que a maior dificuldade foi deixar coisas de fora (risos). Eu tinha tantas dicas, tantos planos, que ia acabar ficando maior que a Biblia, e a editora achou que não seria boa ideia (rsrs)
(05:35:42) fernando_ fala para ana estela: ana, o que acha dos timidos e introspectivos no jornalismo? será que eles tem alguma chance?
(05:36:43) ana estela: Fernando, SIM, os tímidos têm chance. Por incrível que pareça, as Redações estão lotadas de tímidos. E não s~~ao só os redatores que ficam quietinhos na sua mesa, não. Muitos excelentes repórteres são tímidos. O problema é que talvez eles sofram um pouco mais que os outros
(05:36:49) andressa fala para ana estela: ana, voce ja sofreu alguma ameaça por alguma matéria que publicou? como devo reagir quando isso acontece?
(05:37:46) ana estela: Andressa, ameaça, nunca. Só queixas, reclamações, críticas. Mas isso é normal. Se você sofrer uma ameaça, procure imediatamente seu editor. Ele é a melhor pessoa para avaliar a situação. Cada tipo de problema vai requerer uma ação diferente
(05:37:46) ramiro fala para ana estela: como um jornalista deve administrar seu tempo? Qual a expectativa de horários numa redação?
(05:38:38) ana estela: Ah, ramiro, esse é um dos nossos principais problemas! Num jornal diário, a gente tem que estar com tudo pronto às 20h30. Imagine quando algo acontece à noite, como, por exemplo, quando a gente ficou sabendo da queda do avião da Gol às 18h... =O
(05:38:44) ANGELICA fala para ana estela: ana, vc acredita que um bom reporter de impresso tem mais chance para se dar bem em outros veículos tb?
(05:39:12) ana estela: Angelica, pela minha experiência, é exatamente isso que acontece.
(05:39:15) Marti hernández fala para ana estela: Vc acredita que o processo de "deseducação" pelo qual passou o Brasil nos últimos 40 anos explicaria o baixo nivel do jornalismo no país?
(05:40:10) ana estela: Marti, não sei se dá para falar em baixo nível do jornalismo, assim, no geral. E, por incrível que pareça, acho que os grandes jornais estão hoje melhores do que no passado. Mas concordo com vc que deveria haver MUITO mais investimento em educação
(05:40:11) Thiago fala para ana estela: Ana, qual sua opinião geral sobre as faculdades de jornalismo, especialmente em SP? Como podemos saber se estamos realmente em um bom curso e como melhorá-lo?
(05:41:25) ana estela: Thiago, não dá pra falar no geral,mas uma coisa eu posso dizer: muita responsabilidade cabe ao aluno. Nenhum aluno deve esperar que as coisas sejam entregues de bandeja, nem deve fazer nada só pra cumprir tabela. Tem que exercitar, cobrar avaliação dos professores, questionar, pedir indicação de leitura, pedir mais exercícios, tomar nas mãos as rédeas da sua formação
(05:41:25) Dan fala para ana estela: Olá, Ana, estou no segundo semestre de jornalismo. Houve a queda do diploma. O que, nós estudantes de jornalismo, devemos fazer? Continuar no curso e fazer outros em paralelo, dentro da área futura de interesse ou cursos relacionados ao jornalismo?
(05:43:00) ana estela: Olha, Dan, essa é uma ótima questão, e acho que não há resposta única. Depende de quanto você está aprendendo no seu curso de jornalismo, de quão certo está de que quer ser jornalista etc. Uma opção que eu pessoalmente acho legal é fazer um curso como direito ou economia e tentar estágios em jornalismo, principalmente pra quem já tem alguma base num curso de jornalismo. Porque te daria outras perspectivas profissionais. Mas isso é o que eu, talvez, fizesse, e não necessariamente é o melhor para todo mundo
(05:43:06) Carlos RF fala para ana estela: Oi Ana, no seu livro há alguma referência ao fotojornalismo?
(05:43:50) ana estela: Ah, Carlos, não há, não.... E olha que eu fui editora de Fotografia da Folha, em!? Que vergonha. Mas lá no blog a gente fala bastante de fotojornalismo. Dá uma olhada lá. Eu coloquei o link numa resposta ali em cima
(05:43:56) Bozo fala para ana estela: Ana, na seleção para a Folha vocês levam em conta vivência internacional do candidato? Quem morou fora tem mais chances para entrar no jornal?
(05:44:51) ana estela: Bozo, quem morou fora não tem MAIS chances. Ter morado fora é uma característica bem legal, mas, sozinha, não basta. No treinamento tem gente que já rodou o mundo e aqueles que nunca saíram de sua cidade natal, sabia?
(05:44:57) Cristina fala para ana estela: Ana, eu concordo com você. Acho que a possibilidade de continuar estudando e aprendendo sobre uma grande variedade de temas é uma das coisas mais legais do jornalismo. Como eu estou quase no fim da faculdade, já começo a pensar nos próximos passos, né? Tenho outra pergunta: que setores do jornal dão maior valor para domínio de línguas estrangeiras?
(05:45:39) ana estela: Cristina, hoje em dia, eu diria que todos os setores dão importância ao inglês. Editorias como internacional e cultura também valorizam o domínio de outros idiomas
(05:45:45) Thata fala para ana estela: Ana, sou formada em jornalismo, mas até hoje não consegui trabalhar como repórter, que é meu sonho, mesmo tendo feito estágio em grandes empresas. Que dica vc dá para quem quer "colocar o pé no barro", ser a voz do povo, atuar na reportagem??
(05:46:48) ana estela: Thata, uma coisa que você pode tentar é oferecer frilas´, principalmente para grandes revistas e para os suplementos dos jornais diários. Muitos deles contratam frilas e, se vc tiver boas pautas, melhor ainda. Não há editor que não ame uma boa pauta (risos)
(05:46:48) wannabe fala para ana estela: parabens pela publicacao do livro, ana estela. tenho tres perguntas, que abrem discussoes distintas. 1) a folha tem uma forma propria de fazer jornalismo, distinto de outros jornais do brasil e do mundo. ha 'fundamentos' comuns para todos esses tipos de jornalismo ou cada jornal tem o seu? 2) o que a disputa com agencias internacionais e internet muda na pratica do jornalismo escrito? 3) no fazer jornalismo, qual o peso da decisao do dono do jornal em relacao ao que o jornalista passa no dia-a-dia? todos os jornais sao empresas.
(05:48:38) ana estela: Wannabe, 1) os fundamentos são comuns. A Folha pode ter um ou outro procedimento diferente, mas no geral os fundamentos são os mesmos 2) por enquanto, a disputa afetou pouco. Mais ajudou, pelo aumento na oferta de informação, que atrapalhou 3) Isso deve variar muito de empresa pra empresa, mas, aqui na Folha, a Redação tem independência em relação aos outros departamentos da Folha
(05:49:02) Bozo fala para ana estela: Ana, qual a importância do humor no jornalismo atual? Você acha que a acidez e o humor são pontos positivos em um texto jornalístico?
(05:49:51) ana estela: Bozo, eu sou totalmente defensora do humor! Mas é um recurso que tem que ser usado com muito cuidado, porque tem uma carga de opinião. Não é em qualquer texto nem em qualquer cobertura. Mas sou muito a favor de MAIS HUMOR no jornalismo
(05:49:51) Gisele fala para ana estela: Quais são os principais erros que os jornalistas recém-formados costumam cometer? E como o livro pode ajudar?
(05:50:58) ana estela: Gisele, a graça dessa vida de jornalista é que os erros nunca são os mesmos (risos). O livro pode ajudar a gente a conhecer alguns dos erros e a tentar evitá-los. Há algumas técnicas básicas, bem simples, que ´previnem alguns erros. Mas a gente sempre vai errar. O importante é não cometer os mesmos erros
(05:51:04) universitário_21 fala para ana estela: Ana como você ver essa "quebra de braço" entre a Record e a Globo? Afinal isso é bom ou ruim para o Jornalismo??
(05:52:04) ana estela: Universitário_21, como pauta, é ótimo, né!? Conflitos sempre rendem ´´otimas pautas! Tem notícia! Já se você se refere à cobertura que as empresas envolvidas fazem do assunto, aí a coisa é bem mais complicada
(05:52:16) Lanna-to aqui! fala para ana estela: ana, na sua opiniao, quejornalistas novos estão se destacando hoje?
(05:53:04) ana estela: Lanna, nada de me colocar em saia justa! Ainda mais faltando tão pouco pra acabar o bate-papo! Não daria tempo de nomear todos, e depois eu apanho aqui na Folha (risos)
(05:53:04) dguedes fala para ana estela: Ana, sou jornalista recém-formado no Recife e tenho muita vontade de trabalhar numa redação de SP. Você acredita que profissionais de outras cidades/Estados estão em desvantagem por não serem daquele local e não conhecerem tão bem quanto os "nativos"?
(05:53:49) ana estela: dguedes, não acho, não. Lá no blog a gente falou sobre isso. Se quiser, confira em novoemfolha.folha.blog.uol.com.br
(05:54:01) wannabe fala para ana estela: o livro eh voltado para jornalistas iniciantes. quando um jornalista deixa de ser iniciante?
(05:54:31) ana estela: Wannabe, nunca!!! Risos. Eu, por exemplo, aprendo até hoje
(05:54:31) Cristiano Martins fala para ana estela: Como leitor do "Novo em Folha", o que eu vou encontrar de direfente e novo no livro?
(05:55:13) ana estela: Cristiano, é totalmente diferente. Até tem uma ou outra dica igual, e talvez uns três posts estão no livro na íntegra. Mas há muita coisa nova e diferente (juro que não é propaganda enganosa, risos)
(05:55:19) Rafaela fala para ana estela: Ana, você acha que faz muita diferença uma faculdade particular de uma pública para quem deseja ter uma boa formação e ser reconhecido no mercado de trabalho?
(05:56:11) ana estela: Rafaela, vai depender de qual é a particular e qual a pública, mas o que eu posso te dizer é que a faculdade não é O fator determinante. É só um dos fatores. Aqui na Folha tem gente formada nas mais diferentes faculdades, p[úblicas, privadas, de todo lugar
(05:56:23) Amanda fala para ana estela: Oi Ana, sou estudante de Jornalismo, já estou no terceiro ano. Por meu curso ser integral, não sobra tempo para um estágio. Você considera essencial o estágio para a formação do jornalista? Obrigada pela atenção.
(05:57:05) ana estela: Amanda, essencial, não considero, não. Aproveite o máximo que puder sua faculdade, leia muito, leia bem os jornais, pratique muito, exija correções. E, dpeois que se formar, vá atrás de praticar.
(05:57:05) Bia fala para ana estela: O que vc mais admira em seu trabalho com os trainees?
(05:57:54) ana estela: Bia, eu AMO, adoro, meu trabalho. É muito legal poder trabalhar com os trainees e com treinamento. E o bom é que eu continuo fazendo jornalismo, editando, pautando, fechando etc.
(05:57:54) ANGELICA fala para ana estela: ana, a Folha de S. Paulo oferece programas para estudantes visitarem e conhecerem os batidores de sua redação? O q fazer para marcar uma visita?
(05:58:15) ana estela: Angelica, não há um programa específico, mas escreva pra mim: novoemfolha.folha@uol.com.br
(05:58:42) fabiofariasf fala para ana estela: Qual critério que vocês usam para selecionar as melhores fichas de trainees para eles irem fazer a prova?
(05:59:22) ana estela: Fabio, a gente leva em conta todos aqueles campos da ficha. Não há um que valha mais ou menos. E há quem seja selecionado por uma área, quem seja por outra. Varia muito
(05:59:28) Taleban fala para ana estela: Ana, vc vai lançar o livro em outras cidades?? (No Rio, por exemplo...)
(05:59:52) ana estela: Eu quero muito!!! Mas não sei ainda
(05:59:52) Guilherme - sp fala para ana estela: Qual a maior dificuldade de um recem formado na area atualmente? Seria a primeira chance no mercado?
(06:00:34) ana estela: Guilherme, acho que sim. Há poucas vagas pra muitos formados. Mas, por incrível que pareça, não falta trabalho pra quem é bom, determinado, persistente e apaixonado por jornalismo
(06:00:40) ANGELICA fala para ana estela: ana, vc acredita que os veículos estão dispostos a investir na humanização do noticiário? Dando mais espaço para notícias positivas ao invés da supervalorização das tragédias? Haveria público para esse tipo de matéria?
(06:01:26) ana estela: Angelica, acho que todo jornal quer dar boas notícias, sim. Mas é preciso ter notícia, né? E as tragédias, como são mais raras ou mais graves, acabam sendo mais notícia. Mas há espaço sim pra notícia boa
(06:01:32) ANOTADOR fala para ana estela: Bom dia! O bom jornalista é ainda aquele que anotava numa agendinha? E como fica o jornalista numa entrevista em que o entrevistador mente "a doidado". Deve ficar sério ou com estilo abreviar a entrevista? Obrigado
(06:02:37) ana estela: anotador, se o entrevistado mentir muito, vc deixa ele mentir bastante, dá bastante corda pra ele, e depois interroga criticamente pra mostrar pro seu leitor que é tudo mentira. Mas sempre com muita educação e profissionalismo, em!?
(06:02:52) Hahaha fala para ana estela: Qual é a reportagem da sua vida, Ana?? Uma que você leu e nunca esqueceu ou uma que você amou escrever....
(06:03:41) ana estela: Hahaha, acho que o texto da minha vida não é uma reportagem. Foi escrever a chamada de primeira página no dia do atentado às torres gêmeas, no 11 de Setembro.
(06:04:41) ana estela: Ah, que pena, o tempo acabou. Se vc mandou uma pergunta e ficou sem resposta, pode me escrever que eu respondo. Veja também o blog, porque lá há muitas questões respondidas. Os endereços: novoemfolha.folha.blog.uol.com.br e novoemfolha.folha@uol.com.br Muito obrigada por terem participado, foi muito legal!!


