Educação
01/10/2009 - 06h11

Ministério da Educação cancela prova do Enem

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da Folha Online

Atualizado às 07h39.

O MEC (Ministério da Educação) cancelou a prova do Enem (Exame Nacional de Ensino Médio) que seria realizada neste fim de semana, após denúncia feita pelo jornal "O Estado de S.Paulo" que apontou vazamento do conteúdo das provas.

De acordo com informações do MEC, uma nova prova deve ser realizada no prazo de 45 dias --o teste já está pronto, mas é preciso prazo para realizar a impressão, informou o ministro Fernando Haddad na manhã desta quinta-feira.

"Os indícios de que houve furto de exemplares são fortes. Não nos resta outra alternativa a não ser adiá-la [a prova]", disse ao "Bom Dia Brasil", da Globo.

Veja as informações sobre os inscritos no Enem 2009

Segundo a reportagem, o jornal foi procurado por dois homens que informaram ter recebido o material na segunda-feira (28) de um funcionário do Inep, órgão ligado ao MEC. Eles apresentaram a prova e pediram o pagamento de R$ 500 mil por ela.

Com base em informações do conteúdo do teste mencionadas pela repórter do jornal, o ministro da Educação decidiu cancelar a aplicação da prova. Ainda de acordo com a reportagem, funcionários da gráfica que imprimiu o Enem, em São Paulo, são os principais suspeitos do vazamento.

Neste ano o número de inscritos foi o maior registrado nas 11 edições do exame: 4.147.527. Destes, mais de 2,5 milhões já concluíram o ensino médio. Segundo o Inep, com base em dados do Censo Escolar da Educação Básica, já chega a 80% o índice de inscrição no exame entre os alunos que devem concluir a educação média neste ano.

Reformulado neste ano, o Enem será a única forma de seleção em 24 das 55 universidades federais. O exame é usado por federais também para substituir a primeira fase do vestibular, para compor a nota e nas vagas que sobrarem. Instituições como USP, Unesp e Unicamp aceitam o Enem na composição da nota.

Comentários dos leitores
Carlos Gonçalves (409) 28/11/2009 07h48
Carlos Gonçalves (409) 28/11/2009 07h48
O governo federal e estadual destroem o ensino brasileiro, já combalido. Ao permitir que um grande número de senzalas universitárias funcionem, centro universitário da ignorância, entre outros, o Estado estimula a ignorância. Ao fechar escolas, abre por outro lado presídios. O Estado já mostrou que na área da educação, saúde, segurança, gestão da coisa pública, não serve exatamente para nada, exceto para desviar a sociedade do rumo que ela mesma promove para superar a intensa incapacidade do Estado de saber e exercitar o papel a ele atribuído. sem opinião
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M Mig (2126) 20/11/2009 12h35
M Mig (2126) 20/11/2009 12h35
Mais dinheiro gasto tentando remendar o Enem?
Nessas horas me lembro de uma frase "O que começa errado só pode terminar errado"
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Elias kuster (51) 18/11/2009 18h19
Elias kuster (51) 18/11/2009 18h19
É incontestável que o conhecimento é a chave para tudo na vida, tudo mesmo, ou para o bem ou para o mal.
O que se deve contestar sempre são os métodos utilizados pelo governo de se investir no conhecimento, na formaçaõ educacional deste país.
Ora, é uma barbaridade o montante de dinheiro que se disperdiça, que se joga fora com esse ENEM.
Um dos motivos de termos maus profissionais no país, é esse também.
Imaginem o bem enorme que faria à educação e por tabela aos professores, se o governo destinasse esse valor anualmente direto para este setor.
Certamente o resultado seria maior e melhor para todos, e os profissionais seriam mais profissionais, se essas medidas acompanhassem o sistema educacional sempre.
È uma questão de lógica, mas que o governo teima em não querer entender, que essas medidas desesperadoras como o ENEM, não preparam ninguém para o mercado de profissionais.
Ainda bem que o verdadeiro mercado faz as escolhas, e os maus preparados sobrarão.
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