Educação
01/10/2009 - 12h43

Investigação sobre vazamento da prova do Enem vai começar em São Paulo

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da Folha Online

O ministro da Educação, Fernando Haddad, informou no início da tarde desta quinta-feira que as investigações sobre o vazamento da prova do Enem devem começar no Estado de São Paulo. O exame, que aconteceria neste fim de semana, foi adiado nesta quinta-feira.

Ministério da Educação cancela prova do Enem
Veja as informações sobre os inscritos no Enem 2009

De acordo com o ministro, as investigações devem começar em São Paulo devido à denúncia ter partido do Estado e pelo fato de a prova ter sido mantida dividida até a fase de impressão, que aconteceu em uma gráfica de São Paulo --a gráfica Plural, uma parceria do Grupo Folha com a empresa americana Quad/Graphics.

Apesar disso, o ministro destacou que todo o processo de desenvolvimento da prova será analisado. O inquérito foi aberto pela PF (Polícia Federal) na manhã de hoje.

Ainda segundo Haddad, as provas do Enem estavam no fim da fase de impressão e já estavam sendo distribuídas em algumas regiões. A nova prova deve acontecer em 30 a 45 dias, e o resultado final, que era previsto para o dia 8 de janeiro, terá cerca de um mês de atraso.

O cancelamento da prova do Enem foi informado nesta quinta-feira após denúncia feita pelo jornal 'O Estado de S.Paulo'. Segundo a reportagem, o jornal foi procurado por dois homens que informaram ter recebido o material na segunda-feira (28) de um funcionário do Inep, órgão ligado ao MEC. Eles apresentaram a prova e pediram o pagamento de R$ 500 mil por ela.

Neste ano o número de inscritos foi o maior registrado nas 11 edições do exame: 4.147.527. Destes, mais de 2,5 milhões já concluíram o ensino médio. Segundo o Inep, com base em dados do Censo Escolar da Educação Básica, já chega a 80% o índice de inscrição no exame entre os alunos que devem concluir a educação média neste ano.

Reformulado neste ano, o Enem será a única forma de seleção em 24 das 55 universidades federais. O exame é usado por federais também para substituir a primeira fase do vestibular, para compor a nota e nas vagas que sobrarem. Instituições como USP, Unesp e Unicamp aceitam o Enem na composição da nota.

Comentários dos leitores
Vagner Silva (1) 03/12/2009 17h11
Vagner Silva (1) 03/12/2009 17h11
Esses estudantes estão no Brasil, onde a religião judaica não é maioria. Eles tem que se adaptar a nossa cultura. sem opinião
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Carlos Gonçalves (420) 28/11/2009 07h48
Carlos Gonçalves (420) 28/11/2009 07h48
O governo federal e estadual destroem o ensino brasileiro, já combalido. Ao permitir que um grande número de senzalas universitárias funcionem, centro universitário da ignorância, entre outros, o Estado estimula a ignorância. Ao fechar escolas, abre por outro lado presídios. O Estado já mostrou que na área da educação, saúde, segurança, gestão da coisa pública, não serve exatamente para nada, exceto para desviar a sociedade do rumo que ela mesma promove para superar a intensa incapacidade do Estado de saber e exercitar o papel a ele atribuído. 6 opiniões
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M Mig (2140) 20/11/2009 12h35
M Mig (2140) 20/11/2009 12h35
Mais dinheiro gasto tentando remendar o Enem?
Nessas horas me lembro de uma frase "O que começa errado só pode terminar errado"
6 opiniões
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