Educação
02/10/2009 - 11h59

Universidades avaliam alteração de cronograma após adiamento da prova do Enem

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da Folha Online

O adiamento da prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), anunciado nesta quinta-feira pelo MEC (Ministério da Educação), gerou dúvidas sobre possíveis alterações em cronogramas de diferentes vestibulares e a possível não utilização do exame para compor a nota dos candidatos, como indica a Unicamp.

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Neste ano o número de inscritos foi o maior registrado nas 11 edições do exame: 4.147.527. Reformulado, o Enem será a única forma de seleção em 24 das 55 universidades federais. O exame é usado por federais também para substituir a primeira fase do vestibular, para compor a nota e nas vagas que sobrarem.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou ontem que o MEC já possui uma segunda prova do Enem para substituir o exame que vazou, mas o material ainda precisa ser impresso. A expectativa é que a prova aconteça dentro de 30 a 45 dias.

Com a previsão do ministério, a prova deveria acontecer no mês de novembro, mesmo mês em que acontecem as provas do vestibular 2010 de diversas universidades. Entre elas, estão a Fuvest (1º fase no dia 22 de novembro), a Unesp (8 de novembro) e a Unicamp (15 de novembro).

Veja posicionamento das universidades quanto a alteração do Enem

Fuvest: afirmou que o MEC ainda não procurou a instituição para comunicar possíveis mudanças e acrescentou que não há condições de alterar o cronograma já estabelecidos pelo maior vestibular do país. Ainda de acordo com a instituição cerca de 140 mil alunos estão inscritos para a seleção.

Unesp: disse que o cronograma do vestibular permanece o mesmo, até que o MEC se manifeste. A instituição afirmar ainda que, em caso de mudança, os candidatos serão avisados com antecedência, mas não foi dito como será feito esse aviso.

UFSCar (Universidade Federal de São Carlos): também disse que, em princípio, não haverá alteração na programação do processo seletivo.

Unifesp (Universidade Federal de São Paulo): informou que vai manter o calendário previsto para o vestibular e que o adiamento do Enem não vai afetar o processo seletivo em nenhum dos dois modelos aplicados pela instituição: o unificado (que é o vestibular em fase única com a nota do Enem e que é aplicado em 19 cursos ministrados na instituição) e no misto (que computa a nota do Enem mais o resultado de uma prova e mais uma segunda fase de seleção e que é aplicado em sete cursos).

UFF (Universidade Federal Fluminense): também afirmou que aguarda informações do MEC sobre as alterações no calendário do Enem para determinar, talvez, a alteração do cronograma do vestibular 2010.

UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro): decidiu suspender as inscrições para o vestibular temporariamente, segundo nota publicada no site hoje à tarde. Segundo a instituição, nesta sexta-feira (2) deverá ser realizada uma reunião para decidir sobre a questão.

Furg (Universidade Federal do Rio Grande): anunciou que deverá prorrogar a data de divulgação dos resultados do vestibular 2009, inicialmente prevista para o dia 19 de janeiro, por causa do cancelamento das provas do Enem. Segundo a pró-reitora de Graduação, Cleuza Dias, a instituição vai aguardar o resultado do Enem que vale 50% da nota para o ingresso de candidatos na Furg.

UFG (Universidade Federal de Goiás): pode deixar de usar a nota do Enem como parte do processo seletivo. De acordo com a pró-reitora de Graduação da UFG, Sandramara Matias Chaves, essa proposta será levada ao conselho da universidade que deverá se reunir na próxima semana para decidir se vai manter a nota do Enem como parte da seleção deste ano ou se só vai adotar o exame a partir de 2010.

Investigação

O ministro informou que as investigações sobre o vazamento da prova do Enem devem começar no Estado de São Paulo devido à denúncia ter partido do Estado e pelo fato de a prova ter sido mantida dividida até a fase de impressão, que aconteceu na gráfica Plural, uma parceria do Grupo Folha com a empresa americana Quad/Graphics, em São Paulo.

Apesar disso, o ministro destacou que todo o processo de desenvolvimento da prova será analisado. O inquérito foi aberto pela PF (Polícia Federal) na manhã de hoje.

Ainda segundo Haddad, as provas do Enem estavam no fim da fase de impressão e já eram distribuídas em algumas regiões. Toda a região Norte já estava abastecida, por exemplo, e os últimos lotes seriam distribuídos em São Paulo. São 10 mil pontos de prova em todo o Brasil.

Comentários dos leitores
Alvaro Conrado da Costa (9) 06/12/2009 23h04
Alvaro Conrado da Costa (9) 06/12/2009 23h04
Os judeus gostam de exigir dos outros que cumpram os seus rituais religiosos. Gostam de subjugar os outros povos, achando, inclusive, que são seres superiores. A sua prática religiosa não pode mudar uma determinação legal ou não no Brasil. O nosso país já dá muita liberdade à prática religiosa. Por isso, essa proliferação de igrejas que roubam os pobres que acreditam nessa mentira, que é a religião sob qualquer ângulo. Não se pode privilegiar religião alguma. Aqui, não é Israel. Lá, a prova nem seria marcada. Acertada a decisão do STF. Estudo é coisa séria e não se pode mudar data de prova por causa de religião de quem quer que seja. Vivvamos de verdade e não de mentira! sem opinião
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Delci Liberti (5) 05/12/2009 04h56
Delci Liberti (5) 05/12/2009 04h56
Como já era de se esperar, iria aparecer alguma coisa, mesmo que seja falsa., a credibilidade acabou, apenas são os milhões para a elaboração e execução das provas. Eu Como educador este tipo de coleta de pontuação não funciona, isso deveria ser feito ao longo da formação do aluno na etapa da vida escolar, até mesmo para que o aluno defina um profissão a seguir, seria com o acompanhamento de psicólogos, assistentes sociais presente nas escolas dando suporte aos professores durante o processo de formação do aluno. Eu acredito que o aluno chegaria em uma faculdade com mais conteúdo, mais preparado e se tornaria um profissional mais competente, o que o país ganaria muito.
Delci liberti - Franca - SP
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Luciano Filgueiras (85) 04/12/2009 17h15
Luciano Filgueiras (85) 04/12/2009 17h15
É lamentável, mas infelizmente pode ser verdadeiro. O gabarito do Enem sempre vazou sem chamar muita atenção; mas a partir da reserva de vagas nas universidades públicas a coisa veio a tona; afinal de contas a cultura da impunidade vem prevalecendo, o que significa o aumento da ousadia e da falta de escrupúlo nos procedimentos governamentais... 3 opiniões
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