Educação
07/10/2009 - 17h45

PF analisa possíveis falhas e planeja segurança das novas provas do Enem

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, afirmou nesta quarta-feira que a instituição não está preocupada apenas com o número do efetivo que fará a segurança das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), mas com a "racionalidade" da distribuição do material.

Corrêa disse que há um grupo de técnicos trabalhando com o Ministério da Educação para fazer o planejamento de segurança e identificar possíveis falhas.

"[Segurança] Isso não é efetivo, é uma questão de capacidade. A capacidade da Polícia Federal hoje é de fazer uma análise do processo, onde tem gargalo de risco e analisar qual a demanda necessária. Eu não acredito que precisa de muito efetivo não, nós só precisamos é ter racionalidade", disse.

Segundo o diretor da PF, a nova distribuição das provas do Enem continua sendo de responsabilidade do MEC (Ministério da Educação), mas a corporação vai ajudar a avaliar possíveis mudanças, conferindo a viabilidade de um comboio para a segurança.

"A Polícia Federal vai observar qual é o processo logístico, a tramitação normal [do processo], quais são os passos e fazer uma análise de onde tem risco de falha e auxiliar o MEC nesse sentido. Se esse problema for de segurança física, não estiver no âmbito do contratado, pode ser preciso algum efetivo de Força Nacional ou segurança de algum comboio, como o transporte da Polícia Rodoviária Federal", afirmou..

Para Corrêa, as ações da PF vão ajudar a evitar interferências na realização das provas. Nós vamos analisar e construir com o Ministério da Educação para garantir que essas provas ocorram sem qualquer interferência. E a Polícia Federal vai estar controlando isso, auxiliando na questão da inteligência, algum dado de pessoas, quem possa estar interessado em tumultuar esse processo, disse.

PUBLIFOLHA/PUBLIFOLHA

O diretor da PF sustentou que os agentes não estarão nas salas de aula durante a aplicação do exame. "[A ação] É só no processo, na retaguarda", disse.

O novo Enem será realizado por uma força-tarefa formada pela Fundação Cesgranrio e pelo Cespe, ligado à UnB (Universidade de Brasília), com apoio dos Correios.

O governo decidiu que a nova prova do Enem será realizada nos dias 5 e 6 de dezembro. O MEC avaliava remarcar a prova nos dias 28 e 29 de novembro ou 5 e 6 de dezembro, mas decidiu por dezembro após a reunião entre Haddad e Genro. O horário do exame está mantido, com início às 13h.

O Enem seria aplicado a mais de 4,1 milhões de estudantes no último final de semana, mas teve que ser cancelado após o vazamento de parte do conteúdo da prova.

Comentários dos leitores
Carlos Gonçalves (409) 28/11/2009 07h48
Carlos Gonçalves (409) 28/11/2009 07h48
O governo federal e estadual destroem o ensino brasileiro, já combalido. Ao permitir que um grande número de senzalas universitárias funcionem, centro universitário da ignorância, entre outros, o Estado estimula a ignorância. Ao fechar escolas, abre por outro lado presídios. O Estado já mostrou que na área da educação, saúde, segurança, gestão da coisa pública, não serve exatamente para nada, exceto para desviar a sociedade do rumo que ela mesma promove para superar a intensa incapacidade do Estado de saber e exercitar o papel a ele atribuído. sem opinião
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M Mig (2126) 20/11/2009 12h35
M Mig (2126) 20/11/2009 12h35
Mais dinheiro gasto tentando remendar o Enem?
Nessas horas me lembro de uma frase "O que começa errado só pode terminar errado"
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Elias kuster (51) 18/11/2009 18h19
Elias kuster (51) 18/11/2009 18h19
É incontestável que o conhecimento é a chave para tudo na vida, tudo mesmo, ou para o bem ou para o mal.
O que se deve contestar sempre são os métodos utilizados pelo governo de se investir no conhecimento, na formaçaõ educacional deste país.
Ora, é uma barbaridade o montante de dinheiro que se disperdiça, que se joga fora com esse ENEM.
Um dos motivos de termos maus profissionais no país, é esse também.
Imaginem o bem enorme que faria à educação e por tabela aos professores, se o governo destinasse esse valor anualmente direto para este setor.
Certamente o resultado seria maior e melhor para todos, e os profissionais seriam mais profissionais, se essas medidas acompanhassem o sistema educacional sempre.
È uma questão de lógica, mas que o governo teima em não querer entender, que essas medidas desesperadoras como o ENEM, não preparam ninguém para o mercado de profissionais.
Ainda bem que o verdadeiro mercado faz as escolhas, e os maus preparados sobrarão.
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