Educação
07/10/2009 - 18h01

Correios adotam sistema semelhante ao das eleições para distribuir provas do Enem

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, disse nesta quarta-feira que a instituição vai utilizar na distribuição das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) um sistema semelhante adotado na entrega das urnas durante as eleições.

O MEC (Ministério da Educação) suspendeu as provas do exame após o conteúdo das questões vazar. A nova prova será realizada nos dias 5 e 6 de dezembro, com início às 13h.

Para o presidente dos Correios, a instituição está preparada para participar da segurança e distribuição do Enem. "A guarda e a distribuição não têm problema nenhum. É uma operação simples para os Correios porque fazemos a cada dois anos um processo semelhante a esse que é a distribuição das urnas eletrônicas para as eleições, onde até hoje não se encontrou nada que desabonasse a instituição, pelo corpo técnico, pela logística", afirmou.

Custódio disse que os Correios vão trabalhar para impedir que as provas sejam violadas. Após o Ministério da Educação anunciar o cancelamento do Enem em decorrência do vazamento do conteúdo do exame, surgiram denúncias de que as provas tinham sido entregues aos examinadores do consórcio Conassel, que aplicava os testes, com parte dos lacres violados.

"O princípio é o da confidencialidade da prova, que é dado como um dogma. Isso é inviolável. Vamos receber tudo lacrado e entregar os processos lacrados. Esse processo do lacre é de suma importância. Receberemos lacrado e a pessoa responsável do MEC receberá dos Correios lacrado. Temos certeza que isso não vai comprometer em nada o trabalho que será feito", disse.

O novo Enem será realizado por uma força-tarefa formada pela Fundação Cesgranrio e pelo Cespe, ligado à UnB (Universidade de Brasília), com apoio dos Correios.

O Enem seria aplicado a mais de 4,1 milhões de estudantes no último final de semana, mas teve que ser cancelado após o vazamento de parte do conteúdo da prova.

Comentários dos leitores
Carlos Gonçalves (404) 28/11/2009 07h48
Carlos Gonçalves (404) 28/11/2009 07h48
O governo federal e estadual destroem o ensino brasileiro, já combalido. Ao permitir que um grande número de senzalas universitárias funcionem, centro universitário da ignorância, entre outros, o Estado estimula a ignorância. Ao fechar escolas, abre por outro lado presídios. O Estado já mostrou que na área da educação, saúde, segurança, gestão da coisa pública, não serve exatamente para nada, exceto para desviar a sociedade do rumo que ela mesma promove para superar a intensa incapacidade do Estado de saber e exercitar o papel a ele atribuído. sem opinião
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M Mig (2118) 20/11/2009 12h35
M Mig (2118) 20/11/2009 12h35
Mais dinheiro gasto tentando remendar o Enem?
Nessas horas me lembro de uma frase "O que começa errado só pode terminar errado"
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Elias kuster (50) 18/11/2009 18h19
Elias kuster (50) 18/11/2009 18h19
É incontestável que o conhecimento é a chave para tudo na vida, tudo mesmo, ou para o bem ou para o mal.
O que se deve contestar sempre são os métodos utilizados pelo governo de se investir no conhecimento, na formaçaõ educacional deste país.
Ora, é uma barbaridade o montante de dinheiro que se disperdiça, que se joga fora com esse ENEM.
Um dos motivos de termos maus profissionais no país, é esse também.
Imaginem o bem enorme que faria à educação e por tabela aos professores, se o governo destinasse esse valor anualmente direto para este setor.
Certamente o resultado seria maior e melhor para todos, e os profissionais seriam mais profissionais, se essas medidas acompanhassem o sistema educacional sempre.
È uma questão de lógica, mas que o governo teima em não querer entender, que essas medidas desesperadoras como o ENEM, não preparam ninguém para o mercado de profissionais.
Ainda bem que o verdadeiro mercado faz as escolhas, e os maus preparados sobrarão.
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