Educação
09/10/2009 - 15h49

Lula diz que vazamento do Enem prejudica estudantes, não o governo

Publicidade

MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva insinuou nesta sexta-feira que o furto da prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foi uma artimanha política para prejudicar o governo, mas que resultou no prejuízo para o ingresso de estudantes na universidade.

Estudante que desistir do Enem deve pedir reembolso por carta
Entenda o caso sobre o desvio das provas do Enem

O presidente chamou de irresponsável a pessoa responsável por vazar o conteúdo do exame. O Enem seria realizado no fim de semana passado para 4,1 milhões de estudantes de todo o país, mas foi cancelado depois que parte da prova foi divulgada pela imprensa.

"Eu não sei se tinha alguém que se sente prejudicado pelo Enem, que resolveu fazer com que o Enem não desse certo neste ano. Se a pessoa pensou que estava prejudicando o governo, a pessoa, na verdade, foi um irresponsável que prejudicou a tentativa de jovens, através do Enem, entrar na universidade. Retardou pelo menos a pretensão desses jovens", disse.

O presidente afirmou que a situação do vazamento é curiosa. "Eu, sinceramente, não posso acreditar que o momento em que está vivendo o Brasil, alguém tivesse a intenção de roubar uma prova do Enem e levar para a imprensa, veja, porque antigamente se levava para vender aos cursinhos", afirmou.

Apesar das insinuações, o presidente disse que não poderia apontar os responsáveis e que é preciso investigar.

A Polícia Federal indiciou cinco pessoas pelo vazamento do exame. O delegado Marcelo Baltazar descartou qualquer suspeita de motivação política no caso. Foram indiciados Felipe Pradella, Felipe Ribeiro e Marcelo Sena --funcionários da Cetro, uma das três empresas que compõem o consórcio Connasel, então responsável pela elaboração e aplicação do Enem--, o empresário Luciano Rodrigues, dono de uma pizzaria nos Jardins, e o DJ Gregory Camillo de Oliveira Craid.

As provas do Enem foram remarcadas para os dias 5 e 6 de dezembro. Os estudantes que não quiserem ou não puderem fazer a prova devem enviar uma carta para o Inep (Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais) fazendo a solicitação de reembolso.

Comentários dos leitores
Alvaro Conrado da Costa (9) 06/12/2009 23h04
Alvaro Conrado da Costa (9) 06/12/2009 23h04
Os judeus gostam de exigir dos outros que cumpram os seus rituais religiosos. Gostam de subjugar os outros povos, achando, inclusive, que são seres superiores. A sua prática religiosa não pode mudar uma determinação legal ou não no Brasil. O nosso país já dá muita liberdade à prática religiosa. Por isso, essa proliferação de igrejas que roubam os pobres que acreditam nessa mentira, que é a religião sob qualquer ângulo. Não se pode privilegiar religião alguma. Aqui, não é Israel. Lá, a prova nem seria marcada. Acertada a decisão do STF. Estudo é coisa séria e não se pode mudar data de prova por causa de religião de quem quer que seja. Vivvamos de verdade e não de mentira! sem opinião
avalie fechar
Delci Liberti (5) 05/12/2009 04h56
Delci Liberti (5) 05/12/2009 04h56
Como já era de se esperar, iria aparecer alguma coisa, mesmo que seja falsa., a credibilidade acabou, apenas são os milhões para a elaboração e execução das provas. Eu Como educador este tipo de coleta de pontuação não funciona, isso deveria ser feito ao longo da formação do aluno na etapa da vida escolar, até mesmo para que o aluno defina um profissão a seguir, seria com o acompanhamento de psicólogos, assistentes sociais presente nas escolas dando suporte aos professores durante o processo de formação do aluno. Eu acredito que o aluno chegaria em uma faculdade com mais conteúdo, mais preparado e se tornaria um profissional mais competente, o que o país ganaria muito.
Delci liberti - Franca - SP
1 opinião
avalie fechar
Luciano Filgueiras (85) 04/12/2009 17h15
Luciano Filgueiras (85) 04/12/2009 17h15
É lamentável, mas infelizmente pode ser verdadeiro. O gabarito do Enem sempre vazou sem chamar muita atenção; mas a partir da reserva de vagas nas universidades públicas a coisa veio a tona; afinal de contas a cultura da impunidade vem prevalecendo, o que significa o aumento da ousadia e da falta de escrupúlo nos procedimentos governamentais... 3 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (301)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca