Educação
13/10/2009 - 09h31

Sem o Enem, nota de corte na USP deve ser mais baixa

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da Folha de S.Paulo

Sem a inclusão do Enem para compor a pontuação da primeira fase, a nota de corte da Fuvest deve cair --isso não significa, porém, que o vestibular será mais fácil, afirma a USP.

O exame valia até 20% da nota do aluno na primeira fase. Diferentemente do Inclusp --que dá bônus de até 12%--, não era preciso ter estudado na rede pública para que a nota fosse levada em conta.

"Como o desempenho dos alunos no Enem era sempre melhor do que na primeira fase da Fuvest, as notas de todos os candidatos acabavam sendo maiores, pois o Enem compunha a nota da Fuvest", explica Mauro Bertotti, coordenador do grupo de trabalho responsável pelo vestibular na USP. "Se as notas de todos os candidatos aumentam, a nota de corte, por carreira, também aumenta." Na prática, disse, a classificação dos alunos vai variar pouco.

Para Tadeu Terra, do COC, o que vai continuar diferenciando o candidato da USP é a preparação. "O Enem ajudava o aluno com deficiência de conteúdo, que compensava com uma boa nota no exame. Mas, para os alunos que tinham o mesmo nível de formação, a nota contava muito pouco."

Comentários dos leitores
Carlos Gonçalves (409) 28/11/2009 07h48
Carlos Gonçalves (409) 28/11/2009 07h48
O governo federal e estadual destroem o ensino brasileiro, já combalido. Ao permitir que um grande número de senzalas universitárias funcionem, centro universitário da ignorância, entre outros, o Estado estimula a ignorância. Ao fechar escolas, abre por outro lado presídios. O Estado já mostrou que na área da educação, saúde, segurança, gestão da coisa pública, não serve exatamente para nada, exceto para desviar a sociedade do rumo que ela mesma promove para superar a intensa incapacidade do Estado de saber e exercitar o papel a ele atribuído. sem opinião
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M Mig (2126) 20/11/2009 12h35
M Mig (2126) 20/11/2009 12h35
Mais dinheiro gasto tentando remendar o Enem?
Nessas horas me lembro de uma frase "O que começa errado só pode terminar errado"
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Elias kuster (51) 18/11/2009 18h19
Elias kuster (51) 18/11/2009 18h19
É incontestável que o conhecimento é a chave para tudo na vida, tudo mesmo, ou para o bem ou para o mal.
O que se deve contestar sempre são os métodos utilizados pelo governo de se investir no conhecimento, na formaçaõ educacional deste país.
Ora, é uma barbaridade o montante de dinheiro que se disperdiça, que se joga fora com esse ENEM.
Um dos motivos de termos maus profissionais no país, é esse também.
Imaginem o bem enorme que faria à educação e por tabela aos professores, se o governo destinasse esse valor anualmente direto para este setor.
Certamente o resultado seria maior e melhor para todos, e os profissionais seriam mais profissionais, se essas medidas acompanhassem o sistema educacional sempre.
È uma questão de lógica, mas que o governo teima em não querer entender, que essas medidas desesperadoras como o ENEM, não preparam ninguém para o mercado de profissionais.
Ainda bem que o verdadeiro mercado faz as escolhas, e os maus preparados sobrarão.
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