Alteração do plano logístico deve nortear investigação sobre Enem, diz ministro
SOFIA FERNANDES
colaboração para a Folha Online, em Brasília
da Agência Câmara
Atualizado às 12h40.
A auditoria montada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) para apurar as responsabilidades civis do vazamento do Enem deve se concentrar na alteração do plano logístico do exame e se o poder público foi avisado ou não das mudanças ocorridas, informou nesta quarta-feira o ministro da Educação, Fernando Haddad.
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Segundo o ministro --que participa de audiência na Câmara--, o acordo inicial previa a impressão da prova em São Paulo e seu manuseio no Rio de Janeiro. Haddad afirmou, no entanto, que a abertura de uma sala contígua à gráfica, sem respeitar as exigências de segurança necessárias, permitiu a fraude.
De acordo com Haddad, não houve vistoria do governo nesse novo ambiente e pessoas foram contratadas de última hora. Por que essa decisão foi tomada, quem tomou a decisão, por que motivo e por que o poder público não foi alertado serão perguntas que nortearão a apuração do Inep.
"Mas mesmo que o poder público tivesse autorizado [a mudança no plano logístico], isso não isenta o consórcio vencedor da responsabilidade pela segurança", declarou.
Haddad afirmou que os funcionários do Inep negam terem sido avisados de qualquer mudança. "Abriu-se um ambiente de manuseio inseguro. Até o presente momento, todos os funcionários do Inep foram consultados, todos negaram que o Inep foi informado que o plano logístico nos últimos dias foi alterado."
O ministro, que esteve hoje em audiência pública na comissão de Educação da Câmara, voltou a afirmar que os momentos mais delicados da elaboração do exame são o da impressão e manuseio. "Depois que a prova é distribuída, até pode acontecer um problema na ponta, mas dificilmente vai ser um problema que ponha tudo a perder", disse.
A Polícia Federal está fazendo investigação sobre responsabilidade criminal do vazamento da prova e o Inep sobre responsabilidade civil. A Polícia Federal já indiciou cinco pessoas pelo vazamento.
Vazamento
A prova do Enem deveria ter ocorrido nos dias 3 e 4 deste mês, mas foi adiada para os dias 5 e 6 de dezembro após a denúncia de vazamento do conteúdo.
Após a fraude, o Ministério da Educação rompeu o contrato com o consórcio Connasel, responsável pela aplicação do exame. A empresa, porém, nega falhas na segurança. Cinco pessoas foram indiciadas pelo crime, entre eles estão Felipe Pradella, Felipe Ribeiro e Marcelo Sena --funcionários da Cetro, uma das três empresas que compõem o consórcio
A licitação foi fechada em R$ 116 milhões, e, segundo o ministério, já haviam sido pagos R$ 35 milhões. Uma parceria entre a Cesgranrio e a Cespe deve ficar responsável pela aplicação das novas provas.
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Está vendo como eu estou certo, o analfabetismo entre adultos registrou alta.... se eu bem me lembro, faz mais de dez anos que isso não acontecia.
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