Educação
14/10/2009 - 11h24

Alteração do plano logístico deve nortear investigação sobre Enem, diz ministro

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SOFIA FERNANDES
colaboração para a Folha Online, em Brasília
da Agência Câmara

Atualizado às 12h40.

A auditoria montada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) para apurar as responsabilidades civis do vazamento do Enem deve se concentrar na alteração do plano logístico do exame e se o poder público foi avisado ou não das mudanças ocorridas, informou nesta quarta-feira o ministro da Educação, Fernando Haddad.

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Segundo o ministro --que participa de audiência na Câmara--, o acordo inicial previa a impressão da prova em São Paulo e seu manuseio no Rio de Janeiro. Haddad afirmou, no entanto, que a abertura de uma sala contígua à gráfica, sem respeitar as exigências de segurança necessárias, permitiu a fraude.

De acordo com Haddad, não houve vistoria do governo nesse novo ambiente e pessoas foram contratadas de última hora. Por que essa decisão foi tomada, quem tomou a decisão, por que motivo e por que o poder público não foi alertado serão perguntas que nortearão a apuração do Inep.

"Mas mesmo que o poder público tivesse autorizado [a mudança no plano logístico], isso não isenta o consórcio vencedor da responsabilidade pela segurança", declarou.

Haddad afirmou que os funcionários do Inep negam terem sido avisados de qualquer mudança. "Abriu-se um ambiente de manuseio inseguro. Até o presente momento, todos os funcionários do Inep foram consultados, todos negaram que o Inep foi informado que o plano logístico nos últimos dias foi alterado."

O ministro, que esteve hoje em audiência pública na comissão de Educação da Câmara, voltou a afirmar que os momentos mais delicados da elaboração do exame são o da impressão e manuseio. "Depois que a prova é distribuída, até pode acontecer um problema na ponta, mas dificilmente vai ser um problema que ponha tudo a perder", disse.

A Polícia Federal está fazendo investigação sobre responsabilidade criminal do vazamento da prova e o Inep sobre responsabilidade civil. A Polícia Federal já indiciou cinco pessoas pelo vazamento.

Vazamento

A prova do Enem deveria ter ocorrido nos dias 3 e 4 deste mês, mas foi adiada para os dias 5 e 6 de dezembro após a denúncia de vazamento do conteúdo.

Após a fraude, o Ministério da Educação rompeu o contrato com o consórcio Connasel, responsável pela aplicação do exame. A empresa, porém, nega falhas na segurança. Cinco pessoas foram indiciadas pelo crime, entre eles estão Felipe Pradella, Felipe Ribeiro e Marcelo Sena --funcionários da Cetro, uma das três empresas que compõem o consórcio

A licitação foi fechada em R$ 116 milhões, e, segundo o ministério, já haviam sido pagos R$ 35 milhões. Uma parceria entre a Cesgranrio e a Cespe deve ficar responsável pela aplicação das novas provas.

Comentários dos leitores
M Mig (2180) 11/12/2009 22h58
M Mig (2180) 11/12/2009 22h58
joão nogueira
Está vendo como eu estou certo, o analfabetismo entre adultos registrou alta.... se eu bem me lembro, faz mais de dez anos que isso não acontecia.
sem opinião
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Alvaro Conrado da Costa (10) 06/12/2009 23h04
Alvaro Conrado da Costa (10) 06/12/2009 23h04
Os judeus gostam de exigir dos outros que cumpram os seus rituais religiosos. Gostam de subjugar os outros povos, achando, inclusive, que são seres superiores. A sua prática religiosa não pode mudar uma determinação legal ou não no Brasil. O nosso país já dá muita liberdade à prática religiosa. Por isso, essa proliferação de igrejas que roubam os pobres que acreditam nessa mentira, que é a religião sob qualquer ângulo. Não se pode privilegiar religião alguma. Aqui, não é Israel. Lá, a prova nem seria marcada. Acertada a decisão do STF. Estudo é coisa séria e não se pode mudar data de prova por causa de religião de quem quer que seja. Vivvamos de verdade e não de mentira! 7 opiniões
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Delci Liberti (5) 05/12/2009 04h56
Delci Liberti (5) 05/12/2009 04h56
Como já era de se esperar, iria aparecer alguma coisa, mesmo que seja falsa., a credibilidade acabou, apenas são os milhões para a elaboração e execução das provas. Eu Como educador este tipo de coleta de pontuação não funciona, isso deveria ser feito ao longo da formação do aluno na etapa da vida escolar, até mesmo para que o aluno defina um profissão a seguir, seria com o acompanhamento de psicólogos, assistentes sociais presente nas escolas dando suporte aos professores durante o processo de formação do aluno. Eu acredito que o aluno chegaria em uma faculdade com mais conteúdo, mais preparado e se tornaria um profissional mais competente, o que o país ganaria muito.
Delci liberti - Franca - SP
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