Ministro defende que Estado tenha estrutura própria para organizar concursos
da Agência Brasil
O ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu nesta quarta-feira, em audiência pública na Câmara dos Deputados, que o Estado deve ter uma estrutura para atuar na organização de concursos.
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Na avaliação de Haddad, as instituições estatais como o Cespe (Centro de Seleção e de Promoção de Eventos) e a Esaf (Escola de Administração Fazendária) já têm inteligência acumulada para garantir maior segurança dos processos seletivos.
"O que eu tenho ouvido é que há uma preocupação muito grande em relação ao sistema de provas de concurso e suas vulnerabilidades. Uma solução seria uma instância estatal de inteligência que possa atuar em parceria com ministérios e governos para garantir a segurança dos processos seletivos", disse. O ministro sugeriu que essa instância seja uma empresa pública ou uma autarquia.
Alguns parlamentes propuseram que o MEC tenha uma gráfica própria que pudesse imprimir provas como a do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que foi adiado após o vazamento da prova, e outras avaliações.
O ministro disse acreditar que a Casa da Moeda tenha capacidade instalada para imprimir provas. "Quando você começa a imprimir uma prova de concurso, há uma semelhança muito grande com imprimir dinheiro, porque aquele material vale muito", comparou.
Haddad defendeu que o Congresso Nacional aprofunde o debate sobre a legislação dos concursos, inclusive sobre as punições previstas em lei para o caso de fraudes. " Será que o tratamento penal está adequado para crimes que causam transtornos a milhões de pessoas? Porque existem quebras de sigilo e quebras de sigilo. Nesse caso é um assunto de segurança do Estado", afirmou.
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Nessas horas me lembro de uma frase "O que começa errado só pode terminar errado"
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O que se deve contestar sempre são os métodos utilizados pelo governo de se investir no conhecimento, na formaçaõ educacional deste país.
Ora, é uma barbaridade o montante de dinheiro que se disperdiça, que se joga fora com esse ENEM.
Um dos motivos de termos maus profissionais no país, é esse também.
Imaginem o bem enorme que faria à educação e por tabela aos professores, se o governo destinasse esse valor anualmente direto para este setor.
Certamente o resultado seria maior e melhor para todos, e os profissionais seriam mais profissionais, se essas medidas acompanhassem o sistema educacional sempre.
È uma questão de lógica, mas que o governo teima em não querer entender, que essas medidas desesperadoras como o ENEM, não preparam ninguém para o mercado de profissionais.
Ainda bem que o verdadeiro mercado faz as escolhas, e os maus preparados sobrarão.
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