Nova prova do Enem vai custar R$ 31,9 mi; valor é publicado no "Diário Oficial"
da Folha Online
A nova prova do Enem, adiada para os dias 5 e 6 de dezembro, após denúncia de fraude, vai custar R$ 31,9 milhões ao MEC (Ministério da Educação). As informações sobre o contrato fechado com a gráfica RR Donnelley Moore foram publicadas no "Diário Oficial da União" na quarta-feira (14).
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De acordo com a publicação, a empresa contratada ficará responsável pela impressão, manuseio, embalagem, rotulagem e entrega das provas para os Correios. A contratação da empresa aconteceu sem licitação. O texto afirma que o Inep "pesquisou o mercado em busca de gráficas com a certificação, necessária que pudesse executar integralmente o objeto".
O texto publicado no "Diário Oficial" não traz detalhes sobre a distribuição da prova. O governo já tinha informado que vai usar "toda a estrutura" da inteligência da PF (Polícia Federal) para acompanhar a aplicação das provas. Já a Força Nacional de Segurança será usada para "dar segurança na distribuição" das provas.
Reformulado neste ano, o Enem será a única forma de seleção em parte das 55 universidades federais. O exame é usado por federais também para substituir a primeira fase do vestibular, para compor a nota e nas vagas que sobrarem.
Devido ao adiamento, universidades como a USP e a Unicamp decidiram não utilizar a nota do Enem em seu vestibular. Já outras instituições decidiram alterar seus calendários que tinham as datas dos vestibulares no mesmo dia da prova do Enem.
Após a fraude, o Ministério da Educação rompeu o contrato com o consórcio Connasel, responsável pela aplicação do exame. A empresa, porém, nega falhas na segurança. Cinco pessoas foram indiciadas pelo crime, entre eles estão Felipe Pradella, Felipe Ribeiro e Marcelo Sena --funcionários da Cetro, uma das três empresas que compõem o consórcio.
A licitação foi fechada em R$ 116 milhões, e, segundo o ministério, já haviam sido pagos R$ 35 milhões. Uma parceria entre a Cesgranrio e a Cesp deve ficar responsável pela aplicação das novas provas, nos dias 5 e 6 de dezembro.
Ontem (14), o ministro da Educação, Fernando Haddad, participou de reuniões na Câmara dos Deputados e no Senado Federal para esclarecer aos parlamentares a fraude no Enem.
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Nessas horas me lembro de uma frase "O que começa errado só pode terminar errado"
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O que se deve contestar sempre são os métodos utilizados pelo governo de se investir no conhecimento, na formaçaõ educacional deste país.
Ora, é uma barbaridade o montante de dinheiro que se disperdiça, que se joga fora com esse ENEM.
Um dos motivos de termos maus profissionais no país, é esse também.
Imaginem o bem enorme que faria à educação e por tabela aos professores, se o governo destinasse esse valor anualmente direto para este setor.
Certamente o resultado seria maior e melhor para todos, e os profissionais seriam mais profissionais, se essas medidas acompanhassem o sistema educacional sempre.
È uma questão de lógica, mas que o governo teima em não querer entender, que essas medidas desesperadoras como o ENEM, não preparam ninguém para o mercado de profissionais.
Ainda bem que o verdadeiro mercado faz as escolhas, e os maus preparados sobrarão.
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