Escola pública de São Paulo cobra de aluno para fazer prova
da Folha Online
A Escola Estadual São Paulo, colégio modelo da rede pública paulista, localizada no centro da capital, cobra entre R$ 1,50 e R$ 2 de seus alunos para a realização de provas bimestrais e comercializa uniformes, segundo reportagem de Diogo Bercito publicada na edição desta quinta-feira na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
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As duas práticas contrariam lei, de 1983, segundo a qual escolas públicas do Estado não podem cobrar nenhum tipo de tarifa dos estudantes.
De acordo com o texto, quem não paga pela prova tem seu número de matrícula anotado na lousa e é obrigado a copiar os enunciados à mão, em papel trazido de casa, segundo alunos ouvidos pela reportagem. A escola alega que o valor cobrado cobre gastos com xerox.
Já quanto aos uniformes, cujo uso é obrigatório no colégio, a direção da escola admite que já vendeu, mas diz ter interrompido a comercialização em junho, após a publicação de portaria da Cogsp (Coordenadoria de Ensino da Região Metropolitana da Grande São Paulo). Apesar disso, pais e alunos dizem o contrário.
Outro lado
A direção da escola confirma a cobrança das provas, para cobrir gastos com xerox, mas afirma que a venda de uniformes cessou. "[O uniforme] era vendido até o começo do ano e depois parou", afirmou a diretora Maria Tereza Veneziani Sbrania. Ela disse, ainda, que o dinheiro era repassado diretamente a um fornecedor cujo nome não soube informar.
Quanto às provas, Sbrania diz que o valor "está registrado na contabilidade da Associação de Pais e Mestres". A diretora não informou, no entanto, os contatos da entidade nem quis relatar o valor dos gastos.
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