Assembleia de SP rejeita emendas ao projeto de reajuste dos professores
da Folha Online
A Assembleia Legislativa de São Paulo rejeitou na quarta-feira (21) todas as 25 emendas feitas ao projeto do governo que prevê reajuste salarial aos professores da rede estadual após passarem por avaliação.
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As emendas foram feitas principalmente pela bancada de oposição ao governo José Serra (PSDB), mas na votação final elas foram rejeitadas por 62 votos a 21. Na aprovação do projeto de reajuste, o placar ficou em 48 votos favoráveis a 21.
A proposta cria cinco faixas salariais. A cada avanço, o docente terá aumento de 25%. Por ano, até 20% dos docentes em cada patamar terão o reajuste. O número dependerá da disponibilidade orçamentária. Além da prova, também contará o número de faltas dos docentes e o tempo de permanência na mesma escola. Receberão o aumento os mais bem avaliados nos exames (haverá nota de corte para a ascensão).
As emendas rejeitadas tentavam aumentar a abrangência dos reajustes. Uma delas exigia que os reajustes previstos aos professores também valessem para os aposentados, outras aumentavam a quantidade de professores que poderiam ter os salários aumentados. Uma das emendas propunha que a nota mínima necessária para a aprovação nas avaliações fosse diminuída.
No plenário da Assembleia, deputados do PT, PSOL e PCdoB voltaram a criticar o modelo de promoção estabelecido pelo projeto, classificando-o de autoritário por não terem sido atendidas as reivindicações da categoria. Segundo os parlamentares, as emendas visavam o aperfeiçoamento do projeto.
Já o líder da bancada do PSDB, deputado Samuel Moreira, defendeu o projeto e afirmou que ele beneficia o magistério, estabelecendo aumentos salariais acima da inflação. O vice-líder do governo, deputado Jonas Donizette (PSB), disse que o projeto promoverá melhora na educação estadual.
Com a Folha de S.Paulo
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