Educação
27/10/2009 - 22h29

Escola em Cascavel (PR) improvisa cozinha em contêiner após interdição

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JOSÉ MASCHIO
da Agência Folha, em Londrina

Um colégio estadual na cidade de Cascavel (PR), onde estudam 1.200 alunos, teve sua cozinha interditada pela Vigilância Sanitária e recebeu do governo do Estado um contêiner para substituir as instalações.

A interdição, em 10 de setembro, foi consequência de rachaduras e infiltrações no local. O Núcleo de Educação do governo alugou um contêiner usado em obras.

A direção da escola criticou a medida. Diz que o contêiner é pequeno e prejudica o fornecimento de comida aos alunos. ''A situação já era difícil com a interdição e agora nos mandaram esse trambolho'', afirma a diretora auxiliar do Colégio Estadual Olinda Truffa de Carvalho, Marilda Bianco, 42.

Bianco disse que o contêiner improvisado como cozinha não possui instalações hidráulicas ou elétricas, dificultando o preparo dos alimentos para os alunos. Também reclama que todo o prédio tem infiltrações e que os alunos sofrem com goteiras.

O superintendente de Desenvolvimento Educacional do Paraná, Luciano Mewes, responsável pela manutenção das escolas, disse que a situação ''é emergencial, mas a solução possível no momento''.

Segundo Mewes, vistoria na escola mostrou que uma reforma no prédio onde funciona a cozinha seria inviável. "A cozinha era pequena e o prédio todo da escola será demolido. Vamos fazer uma nova escola no local. Logo, é preciso paciência nesse momento."

Mewes disse que o uso de contêiner como cozinha é "normal" em escolas em obras no Estado. São 450 obras em andamento nas 2.100 escolas estaduais. Segundo ele, o uso do contêiner em Cascavel vai até o fim deste ano, podendo ser prorrogado.

 

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