Promotoria investiga instalação de torre de alta tensão ao lado de escola no Paraná
DIMITRI DO VALLE
da Agência Folha, em Curitiba
A Copel (Companhia Paranaense de Energia) responde a processo na Justiça por ter instalado uma torre de alta tensão ao lado de uma escola de Almirante Tamandaré (região metropolitana de Curitiba).
Antes da ativação da estrutura, em junho, o local, ao lado da Escola Isaac Newton, era usado como espaço de lazer de cerca de 400 alunos. As linhas de transmissão abastecem toda a região de Curitiba.
A empresa é questionada por construir a estrutura sem as devidas licenças. A diretora da escola, Nilce da Silva da Palmas, diz só soube que a linha passaria pelo local quando funcionários da Copel iniciaram a limpeza do terreno. "Ninguém nos comunicou de nada."
Palmas disse que levou o caso ao Ministério Público Estadual, que iniciou investigação para saber como a empresa conseguiu as licenças ambientais para a obra. A diretora disse que a linha afeta as ligações telefônicas e a navegação na internet da escola, que pertence à União Missionária dos Adventistas.
A Copel nega ter desrespeitado normas ambientais e de segurança para erguer as torres que sustentam as linhas de transmissão. A companhia diz que a faixa de segurança mínima entre linhas de alta tensão e edificações, que é de 20 metros para cada lado, foi respeitada.
Em nota, a empresa informou que "as linhas de transmissão possuem tecnologia segura que permite o perfeito convívio com prédios residenciais, comércio, escolas e mesmo avenidas".
A companhia diz ainda que o imóvel foi declarado de utilidade pública. A Copel informou ter feito acordo com os proprietários de 109 das 112 edificações vizinhas à linha. Nos três casos pendentes, a empresa foi à Justiça para continuar a obra.
Palmas afirma não ser contra a passagem da linha pelo terreno. Ela propôs, no trâmite do processo, que a estrutura seja instalada mais distante da escola para garantir a segurança de funcionário e estudantes.
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